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Tráfico de droga motivou mortes

Começou ontem o julgamentos de três elementos do gang da Ribeira, detidos na operação ‘Noite Branca’ na casa da rua dos Mercadores onde a PJ apreendeu quantidades de cocaína e heroína, consideradas para tráfico. Mauro Santos, Fernando ‘Beckham’ e Paulo Aleixo estavam no prédio onde, a 16 de Dezembro de 2007, a PJ encontrou, no vão da escada, dois quilos de cocaína e de um de heroína, que valiam cerca de 250 mil euros.

15 de setembro de 2009 às 00:30

O tráfico de droga é julgado num processo autónomo, apesar da equipa especial da procuradora Helena Fazenda entender que este negócio esteve na base do conflito entre os grupos da Ribeira e de Miragaia, que levou aos assassinatos de Nuno Gaiato, Ilídio Correia, Aurélio Palha e Berto ‘Maluco’.

Mauro Santos, braço-direito de Bruno ‘Pidá’, vai prestar declarações sobre a acusação de tráfico na próxima sessão, dia 21, onde terá que explicar também a apreensão, na mesma casa da rua dos Mercadores e no mesmo dia 16, os maços de 20 mil euros, em notas de 10 e 20, embrulhados em sacos de plástico e de papel.

Ontem depôs Paulo Camacho, detido um ano após a operação ‘Noite Branca’. As impressões digitais do madeirense foram detectadas na película que envolvia o produto estupefaciente. Camacho negou ter embalado a droga e disse que nos primeiros interrogatórios judiciais sofreu pressões para assumir ter manuseado o embrulho. "A procuradora Helena Fazenda e a minha advogada aconselharam-me a assumir, para evitar a prisão preventiva e poder ir para a Madeira". O arguido afirmou em tribunal ter cedido às alegadas "pressões", por a mãe estar doente. Perante as provas científicas que confirmam as suas impressões digitais, admitiu ter pegado no saco do seu patrão, Filipe Gonçalves, dono de um restaurante na Maia. "No carro peguei no saco, que estava debaixo do banco, para o entregar a outra pessoa e posso ter tocado no que estava dentro", disse.

PORMENORES

PRESOS

Mauro e ‘Beckham’ estão em prisão preventiva por co-autoria no homicídio de Ilídio Correia, juntamente com Bruno ‘Pidá’, Ângelo ‘Tiné’ e Fábio ‘Suca’. O julgamento já começou.

CAMACHO

Cumpre prisão preventiva à ordem deste processo de tráfico de droga. Foi transferido da PJ de Lisboa para a cadeia de Custóias.

PAULO ALEIXO

É arguido também no caso do homicídio de Ilídio Correia mas está em liberdade.

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