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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Travesti ciumento mutila namorado

Movido pelos ciúmes doentios, Flávio Lopes, de 19 anos, golpeou dezenas de vezes o coração de José Carlos Silva, de 41, com quem vivia, em Azurém, Guimarães, até abrir um buraco. Depois de matar o companheiro, o jovem travesti – também conhecido por ‘Flávia’ ou ‘Felisbela’ – ficou sete horas em casa com o cadáver, tentando apagar provas do crime. Flávio foi detido duas semanas depois, está preso e acusado de homicídio qualificado. Começa a ser julgado a 22 de Fevereiro, em Guimarães.

16 de janeiro de 2011 às 00:30

Os factos remontam a 10 de Junho do ano passado. Com uma faca de cozinha, ‘Flávia’ mutilou demoradamente o coração do homem, com quem vivia há menos de um mês e a quem jurara amor eterno. Segundo a acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, o travesti abriu um buraco no coração do companheiro, já depois de o ter esfaqueado em diversas partes do corpo.

A tortura, que começou por volta das 11h30, terá durado cerca de uma hora. O casal iniciou uma acesa discussão, motivada por ciúmes, e Flávio foi à cozinha, pegou numa faca e atacou José Carlos. A vítima ainda tentou defender-se, mas o travesti atingiu-o no coração, golpeando-o três vezes. Já com o companheiro deitado no chão, a esvair-se em sangue, ‘Flávia’ atingiu-o na cara, perfurando-lhe os olhos, o nariz e a boca.

Ainda segundo a acusação, o homicida, que está preso na cadeia de Guimarães, esteve sete horas com o cadáver em casa a criar uma "encenação" para "fazer crer que outras pessoas, que não ele, mataram José Carlos".

DISSE TER SIDO ATACADO POR DESCONHECIDOS

Quando às 18h30 tocou à campainha da vizinha, a pedir socorro, Flávio Lopes estava só de cuecas, todo ensanguentado, e disse que dois desconhecidos os tinham atacado no seu apartamento e que o seu companheiro estava morto.

Duas semanas depois, a Polícia Judiciária de Braga, que investigou o caso, concluiu que a história não era verídica. No tempo que esteve em casa com o cadáver, ‘Flávia’ lavou a faca na banheira e colocou-a na mesa de cabeceira do quarto onde José Carlos estava morto. Depois, molhou um par de botas do companheiro no seu próprio sangue e fez várias peugadas nas paredes e chão da casa, e até em cima do peito da vítima.

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