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Correio da Manhã

Portugal

Três funcionárias públicas acusadas de desviarem mais de um milhão de euros

Trabalhadoras do Fundo Regional de Coesão terão desviado verba para contas bancárias próprias.
10 de Julho de 2017 às 17:34
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O Ministério Público (MP) acusou três funcionárias públicas do Fundo Regional de Coesão, em Ponta Delgada, um organismo público nos Açores, de terem desviado, para contas bancárias próprias, verbas superiores a um milhão de euros, foi hoje anunciado.

Segundo informou a Procuradoria da Comarca dos Açores, "a 16 de Junho, o Ministério Público deduziu acusação contra três funcionárias públicas na secção administrativa e financeira do Fundo Regional de Coesão, em Ponta Delgada, por um crime continuado de peculato" e duas delas são também acusadas de "crime continuado de falsidade informática".

"Concretamente, as arguidas são acusadas de, no período compreendido entre Setembro de 2004 e Julho de 2016, no exercício daquelas funções, terem desviado, para contas bancárias próprias, verbas globais superiores a um milhão e trezentos e quarenta mil euros, que se destinavam, entre outros fins, a suportar comparticipações financeiras devidas aos bombeiros voluntários da Região Autónoma dos Açores pela aquisição de combustível", adianta ainda.

Em dezembro de 2016, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de duas funcionárias da administração pública regional açoriana por suspeita de peculato, pelo alegado desvio de "pelo menos" cerca de 400 mil euros, arguidas que ficaram inibidas de funções e proibidas de se ausentarem de São Miguel.

Na altura, as duas funcionárias do Fundo Regional de Apoio à Coesão e ao Desenvolvimento Económico de Ponta Delgada, organismo sob tutela da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas, foram detidas para interrogatório, na sequência de uma auditoria interna por suspeita de peculato.

O Fundo Regional revelou pouco depois que tinha sido mandada instaurar uma auditoria interna pelo conselho diretivo do Fundo a vários processos administrativos, contabilísticos e financeiros, tendo sido "detetadas irregularidades que podem configurar a prática de ilícitos criminais", salientando que face ao resultado da auditoria e às suspeitas, foi apresentada queixa junto da Polícia Judiciária.

APE // MCL
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