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Três tentativas de fuga da cadeia de Vale de Judeus

Reclusos travados por guardas após corridas no pátio.

28 de março de 2018 às 08:57

Durante o último mês, três reclusos da cadeia de Vale de Judeus, na Azambuja, tentaram a sua sorte para escapar da prisão, correndo grandes distâncias no recreio daquele estabelecimento prisional. A última situação ocorreu na sexta-feira passada e só foi travada já a poucos metros da portaria.

O caso mais recente envolveu o recluso João Pedro Cordeiro, de 24 anos, que cumpre nove anos e meio de prisão por crimes de sequestro, roubo, ameaças, tráfico e agressões a polícias. A cumprir sanção disciplinar na própria cela, o detido terá, na sexta-feira, abordado um chefe dos guardas, a pedir que lhe resolvesse um problema.

A falta de resposta levou a que tomasse a decisão inesperada de fugir do pavilhão em que estava, vigiado por quatro guardas. João Cordeiro terá, apurou o CM, corrido cerca de 700 metros. Já perto da portaria da cadeia, um guarda conseguiu travá-lo e impedir que acedesse ao exterior.

Ao que o nosso jornal apurou, João Cordeiro manteve-se, para já, a cumprir a mesma sanção disciplinar que já cumpria. Fonte oficial dos Serviços Prisionais desmentiu que a "intenção do recluso fosse fugir", garantindo que a corrida de João Cordeiro foi logo travada. A mesma fonte, no entanto, não desmente as outras duas situações na mesma prisão.

Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, apontou ao CM a "desativação de todas as torres de vigia de Vale de Judeus, o que atribuiu mais importância ao sistema de videovigilância da prisão".

Os Serviços Prisionais recusam-se a ligar os casos ocorridos na prisão no último mês à falta de torres.

Recluso sem tomar duche há um mês

A denúncia foi feita ao CM pelo Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP) e não é desmentida pelos Serviços Prisionais. "É mais um exemplo de abandono nas prisões", disse o presidente do SNGP, Jorge Alves.

Florindo Palma cumpre nove anos e meio de cadeia por furtos. A família pede que seja internado no hospital-prisão de Caxias, ao lado da cadeia onde está.

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