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Correio da Manhã

Portugal
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Três tentativas de fuga da cadeia de Vale de Judeus

Reclusos travados por guardas após corridas no pátio.
Miguel Curado 28 de Março de 2018 às 08:57
Serviços prisionais confirmam que condenado por sequestro e roubo foi travado na sexta-feira, após corrida no pátio
Grades de Prisão
Prisão
Serviços prisionais confirmam que condenado por sequestro e roubo foi travado na sexta-feira, após corrida no pátio
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Serviços prisionais confirmam que condenado por sequestro e roubo foi travado na sexta-feira, após corrida no pátio
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Durante o último mês, três reclusos da cadeia de Vale de Judeus, na Azambuja, tentaram a sua sorte para escapar da prisão, correndo grandes distâncias no recreio daquele estabelecimento prisional. A última situação ocorreu na sexta-feira passada e só foi travada já a poucos metros da portaria.

O caso mais recente envolveu o recluso João Pedro Cordeiro, de 24 anos, que cumpre nove anos e meio de prisão por crimes de sequestro, roubo, ameaças, tráfico e agressões a polícias. A cumprir sanção disciplinar na própria cela, o detido terá, na sexta-feira, abordado um chefe dos guardas, a pedir que lhe resolvesse um problema.

A falta de resposta levou a que tomasse a decisão inesperada de fugir do pavilhão em que estava, vigiado por quatro guardas. João Cordeiro terá, apurou o CM, corrido cerca de 700 metros. Já perto da portaria da cadeia, um guarda conseguiu travá-lo e impedir que acedesse ao exterior.

Ao que o nosso jornal apurou, João Cordeiro manteve-se, para já, a cumprir a mesma sanção disciplinar que já cumpria. Fonte oficial dos Serviços Prisionais desmentiu que a "intenção do recluso fosse fugir", garantindo que a corrida de João Cordeiro foi logo travada. A mesma fonte, no entanto, não desmente as outras duas situações na mesma prisão.

Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, apontou ao CM a "desativação de todas as torres de vigia de Vale de Judeus, o que atribuiu mais importância ao sistema de videovigilância da prisão".

Os Serviços Prisionais recusam-se a ligar os casos ocorridos na prisão no último mês à falta de torres.

Recluso sem tomar duche há um mês  
Um recluso da cadeia de Caxias, em Oeiras, de 70 anos, deficiente em cadeira de rodas, não toma duche desde 26 de fevereiro (data em que chegou à prisão vindo da cadeia de Leiria), porque a camarata onde foi colocado não tem condições.

A denúncia foi feita ao CM pelo Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP) e não é desmentida pelos Serviços Prisionais. "É mais um exemplo de abandono nas prisões", disse o presidente do SNGP, Jorge Alves.

Florindo Palma cumpre nove anos e meio de cadeia por furtos. A família pede que seja internado no hospital-prisão de Caxias, ao lado da cadeia onde está.
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