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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Portugal

Tribunal vetou negócio de estádio de Paredes

Câmara, na altura PSD, avançou para compra de complexo, por 1,58 milhões de euros.




O Tribunal de Contas (TdC) vetou, à Câmara de Paredes, a aquisição do Complexo Desportivo das Laranjeiras. Esta decisão surge depois de a autarquia paredense, então sob liderança do social-democrata Celso Ferreira, ter dado um sinal de 300 mil euros quando adquiriu o equipamento em hasta pública, num negócio de mais de 1,58 milhões.

O veredicto refere, segundo o atual executivo presidido pelo socialista Alexandre Almeida, que a câmara "nunca poderia ter avançado para a compra (...), nem ter dado o sinal, sem o visto prévio do Tribunal de Contas, tendo ainda sido violada a Lei dos Compromissos".

Recorde-se que a autarquia aprovou, no final de 2017 e por unanimidade, a escritura de compra e venda, tendo sinalizado o negócio. Para concretizá-lo, a autarquia agora liderada pelo socialista Alexandre Almeida teria de pagar a restante maquia de mais de 1,28 milhões.

O edil queixa-se de "mais uma evidência da má herança", porém, mantendo a intenção de adquirir o equipamento. Afirmou ao CM que "está já à procura de alternativas e de garantir que o município não vai perder o sinal de 300 mil euros dado pelo anterior executivo".

"A autarquia vai reclamar da decisão e tentar obter o visto. Caso não seja concedido, terá de encontrar solução alternativa para a aquisição da antiga zona desportiva da cidade", frisou Alexandre Almeida, considerando aquele complexo "fundamental para o concelho".

O Complexo das Laranjeiras, do qual fazem parte o estádio, o pavilhão gimnodesportivo e os terrenos adjacentes, foi vendido a uma empresa, pela câmara, em 2008, por 8,5 milhões de euros, para que ali fosse construído um centro comercial.

O projeto nunca chegou a avançar e a empresa abriu falência.

07 de abril de 2018 às 09:50
07 de abril de 2018 às 09:50

O Tribunal de Contas (TdC) vetou, à Câmara de Paredes, a aquisição do Complexo Desportivo das Laranjeiras. Esta decisão surge depois de a autarquia paredense, então sob liderança do social-democrata Celso Ferreira, ter dado um sinal de 300 mil euros quando adquiriu o equipamento em hasta pública, num negócio de mais de 1,58 milhões.

O veredicto refere, segundo o atual executivo presidido pelo socialista Alexandre Almeida, que a câmara "nunca poderia ter avançado para a compra (...), nem ter dado o sinal, sem o visto prévio do Tribunal de Contas, tendo ainda sido violada a Lei dos Compromissos".

Recorde-se que a autarquia aprovou, no final de 2017 e por unanimidade, a escritura de compra e venda, tendo sinalizado o negócio. Para concretizá-lo, a autarquia agora liderada pelo socialista Alexandre Almeida teria de pagar a restante maquia de mais de 1,28 milhões.

O edil queixa-se de "mais uma evidência da má herança", porém, mantendo a intenção de adquirir o equipamento. Afirmou ao CM que "está já à procura de alternativas e de garantir que o município não vai perder o sinal de 300 mil euros dado pelo anterior executivo".

"A autarquia vai reclamar da decisão e tentar obter o visto. Caso não seja concedido, terá de encontrar solução alternativa para a aquisição da antiga zona desportiva da cidade", frisou Alexandre Almeida, considerando aquele complexo "fundamental para o concelho".

O Complexo das Laranjeiras, do qual fazem parte o estádio, o pavilhão gimnodesportivo e os terrenos adjacentes, foi vendido a uma empresa, pela câmara, em 2008, por 8,5 milhões de euros, para que ali fosse construído um centro comercial.

O projeto nunca chegou a avançar e a empresa abriu falência.

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