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Correio da Manhã

Portugal
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Usam pesca desportiva para distribuir droga

Faziam-se passar por simples pescadores desportivos, mas há largos meses que a organização criminosa apenas se interessava em estudar as melhores marinas do Algarve para colocar em terra embarcações de recreio carregadas com pólen de haxixe. Segunda-feira, os três ingleses, dois marroquinos e um belga foram caçados pelos investigadores da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, com cerca de sete toneladas de droga. Todo o haxixe é proveniente de Marrocos.
18 de Março de 2009 às 00:30
Droga proveniente de Marrocos era transportada em lanchas até às marinas e, posteriormente, distribuída pela Europa.
Droga proveniente de Marrocos era transportada em lanchas até às marinas e, posteriormente, distribuída pela Europa. FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa

Inicialmente a PJ apreendeu, na denominada ‘Operação Tridente’ cinco embarcações – três na Moita, uma em Vilamoura e outra em Olhão. Mas o CM apurou que ontem à tarde foi apreendido mais um barco, na Marina de Albufeira – embora sem droga a bordo.

Encobertos por uma empresa legal de aluguer de embarcações de pesca desportiva, sediada na Moita, os seis detidos utilizavam um esquema altamente meticuloso, que lhes permitiu em apenas 72 horas transportar as sete toneladas de droga. Ao contrário dos habituais métodos em que o haxixe chega por via marítima e é depois transportado para os armazéns onde se procede à sua distribuição, neste caso os suspeitos iam buscar a droga a Marrocos, dissimulavam o haxixe nas lanchas e regressavam "calma e normalmente como se viessem da pesca", segundo adiantou ontem António Sintra, coordenador de investigação da PJ, que coordenou toda a operação. Era desta forma que conseguiam pôr a droga em segurança no nosso país, para proceder à sua posterior distribuição para o resto da Europa.

PORMENORES

APREENSÕES

Para além do haxixe, a Polícia Judiciária apreendeu cinco embarcações de recreio com droga dissimulada e ainda dois veículos todo-o-terreno.

EMPRESA

Empresa que servia de fachada para o tráfico de haxixe já estava em funcionamento há um ano e ajudou a escamotear as movimentações criminosas dos suspeitos.

ESPANHA

A PJ acredita que a sede da rede é em Espanha e que Portugal servia de entreposto para a distribuição de droga. A investigação já tem meio ano.

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