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Inspetor da PJ diz que videovigilância de bar foi "arrancada" após homicídio de Josué ‘Boxista’ no Porto

Arguido responde por um crime de homicídio simples, dois de homicídio na forma tentada e um de detenção de arma proibida.

Atualizado a 30 de abril de 2026 às 21:32

Daniel 'Cenoura’ começou esta quinta-feira a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no Porto, pelo homicídio de Josué ‘Boxista’, de 24 anos, num bar na rua Escura, no Porto, em maio do ano passado. No início do julgamento o arguido.

Na sessão começou por ser ouvido o perito que analisou os projéteis e os invólucros recolhidos. Ao tribunal referiu que os exames realizados permitiram concluir que os projéteis foram disparados todos pela mesma arma.

Já o inspetor da Polícia Judiciária responsável pela investigação explicou que quando entraram no bar onde ocorreu o crime perceberam de imediato que tinha havido violência, uma vez que logo na entrada existia uma mancha de sangue. Além disso, revelou que “não foi possível recuperar as imagens de videovigilância”, que poderiam agora ajudar a explicar o que aconteceu no interior do estabelecimento de diversão noturna.

“Quando tivemos acesso ao bar havia monitores que tinham sido levados e fios arrancadas. Não sabemos como desapareceram. A informação recolhida foi que se gerou uma confusão tal que ninguém se terá apercebido. O que foi dito pelo dono do bar foi que os aparelhos tinham sido retirados e levados não referindo por quem”, disse.

Na primeira sessão de julgamento também foi ouvido o primo de ‘Boxista’ que o acompanhava naquela noite. A testemunha descreveu os momentos antes e depois do crime. No entanto, após o depoimento a defesa do arguido alegou a existência de contradições entre as declarações prestadas em fase de inquérito e as que foram feitas ao coletivo de juízes.

Na origem do homicídio terão estado confrontos entre a vítima mortal, de 24 anos, e Valquírio, tio do homicida, que foi executado a tiro em setembro numas bombas de gasolina em Gondomar. Segundo a acusação do Ministério Público, na sequência do desentendimento, o arguido muniu-se de uma arma de fogo, aproximou-se da vítima e, a curta distância, efetuou um disparo que acabou por lhe causar a morte.

Posteriormente, quando dois familiares da vítima mortal lhe prestavam socorro, transportando-a para uma unidade hospitalar, ‘Cenoura’ terá disparado mais duas vezes contra a viatura em que seguiam provocando o despiste da mesma.

Após o crime, o suspeito colocou-se em fuga. Acabou por se entregar à Polícia Judiciária, nove dias depois, a 13 de maio de 2025. Presente a primeiro interrogatório judicial ficou em prisão preventiva.

Publicada originalmente a 30 de abril de 2026 às 19:13

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