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Vila de Soure vai-se recompondo após depressão Kristin, mas faltam telhas

Eletricidade ainda não chega a todas as casas, água sai turva das torneiras, há falta de telhas mas há mais uma rede móvel a funcionar.

31 de janeiro de 2026 às 14:21

Em Soure, distrito de Coimbra, a eletricidade ainda não chega este sábado a todas as casas, a água sai turva das torneiras, há falta de telhas, mas há mais uma rede móvel a funcionar e assim menos isolamento.

A vila de Soure recupera, mas ainda há muito por fazer nas localidades limítrofes, nomeadamente no abastecimento de energia.

Numa mensagem este sábado na rede social facebok, o presidente da câmara, Rui Fernandes, disse que os estragos na linha de media tensão são muito grandes, mas que se começou agora a reparar aquela que vai permitir abastecer as localidades da serra e a zona industrial.

Pela manhã, a conversa nos cafés, é sobre geradores, falhas nas comunicações, telhados que voaram e sobre a rajada mais forte, que foi registada (208,8 km/h), nas Degracias, concelho de Soure.

Na zona industrial, uma empresa de estores e PVC viu voar a estrutura de uma nova unidade que ia abrir na próxima semana e lá próximo, numa serração, o proprietário, que tem a unidade principal da empresa em Leira, diz que há milhões de euros de prejuízos e que a exploração de resina que tinha acabou porque caíram centenas de árvores, "era meio milhão por mês". Mas conseguiu comprar telhas em Soure.

Numa das várias farmácias da vila, além de serem dispensados medicamentos, é também dispensada muita atenção aos clientes que querem contar pelo que passaram. "Não consigo tirar aquele barulho da minha cabeça, mas estamos cá e isso é o mais importante", conta uma cliente.

Durante três dias, a farmácia foi "emprestando medicamentos" aos clientes habituais e com ficha para que não ficassem sem os medicamentos essenciais, diz à Lusa Nádia Ramos a farmacêutica da Farmácia Soure. Com receitas eletrónicas, vender remédios foi mais difícil.

Paulo Almeida, da ourivesaria Almeida, disse à Lusa que no dia da intempérie nenhum comércio abriu, todos em solidariedade uns com outros, contudo cafés e supermercados conseguiram funcionar a meio gás, uma vez que a eletricidade até foi recuperada cedo, mas a água não e ainda se vive de água engarrafada.

Um dos cafés da vila consegui vender, logo na manhã de quarta-feira, pão fresco, cozido ainda antes da chegada da Kristin. Nunca fechou.

Ao escritório do mediador de seguros da Zurich começaram a chegar, logo após o "fenómeno", os segurados. "Quase toda a gente teve estragos nas casas, nos telhados, nas chaminés... . Foi bem pior que a tempestade Leslie" em 2018 que causou muito danos na vila de Soure e não só, contou o mediador.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

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