Vítimas do incêndio de Monchique sentem-se esquecidas

Moradores queixam-se principalmente da demora na atribuição de apoios financeiros.
Por Diana Santos Gomez|08.12.18

Os responsáveis políticos esqueceram-se das pessoas depois do fogo. Temos o exemplo de Pedrógão Grande e de Borba, o Estado só age depois das tragédias." As palavras são de Nuno Lopes, 44 anos, residente em Monchique e são um testemunhou do sentimento coletivo de desilusão entre quem vive no concelho.

A demora na atribuição dos apoios financeiros, para recuperar dos prejuízos que resultaram do incêndio de agosto passado, é o principal problema. Mas há outras questões, até sociais. "Por exemplo, falta acompanhar os idosos, que vivem isolados no campo, com várias necessidades", refere Paula Avelino, outra moradora de Monchique, que partilha o descontentamento geral.

"Nós fizemos o nosso trabalho, preparámos as candidaturas, enviámos para as autoridades", garante Rui André, presidente da câmara. "Parece que não se lembram que houve um incêndio no Algarve, empurram de um ministério para o outro", lamenta o autarca.

Entretanto, na próxima semana, a câmara vai assinar um protocolo, no âmbito do programa Porta de Entrada, do Ministério do Ambiente, para que comecem a ser atribuídos os apoios para a recuperação das casas.

PORMENORES
Limpeza de terrenos
Nos últimos tempos, a Infraestruturas de Portugal efetuou a limpeza dos terrenos em torno das EN266 e EN267. Rui André diz que é difícil fazer tudo para prevenir os incêndios.

Desburocratizar apoios
A AR aprovou, ontem, recomendações do PSD, CDS-PP e BE para que o Governo simplifique o apoio às vítimas dos fogos no Algarve. O PS absteve-se.

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