Incêndio durante celebrações da passagem de ano provocou mais de uma centena de feridos.
Novas imagens mostram jovem a tentar apagar incêndio e momentos de pânico após fogo alastrar em bar na Suíça
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As celebrações de Ano Novo transformaram-se numa tragédia na Suíça, depois de um incêndio ter destruído um bar numa luxuosa estância de esqui em Crans-Montana, nos Alpes suíços. O fogo, que deflagrou cerca de uma hora e meia após a entrada em 2026, causou a morte de pelo menos 40 pessoas e deixou mais de uma centena de feridos, muitos deles em estado crítico.
O incêndio teve início por volta das 01h30h (00h30 em Portugal Continental) no bar Le Constellation, um espaço noturno situado no coração da estância e frequentado sobretudo por jovens. No interior encontravam-se mais de 100 pessoas que celebravam a passagem de ano, quando o fumo começou a espalhar-se rapidamente e as chamas tomaram conta do espaço subterrâneo.
Testemunhas descrevem momentos de pânico absoluto. Com apenas uma escada estreita a servir de saída, muitas pessoas tentaram fugir em simultâneo, acabando amontoadas umas sobre as outras. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram clientes a tentar escapar pelas janelas, enquanto outros jaziam imóveis no exterior enquanto aguardavam socorro. Uma jovem de 17 anos relatou à Reuters que algumas pessoas estavam em chamas e outras já mortas enquanto tentavam alcançar a saída.
As autoridades suíças responderam em poucos minutos, mobilizaram um grande dispositivo de emergência que inclui 40 ambulâncias e 10 helicópteros. O elevado número de vítimas acabou por sobrecarregar os hospitais da região, levando à transferência de feridos para unidades de saúde noutras zonas do país e no estrangeiro.
A polícia afastou desde cedo a hipótese de um ataque terrorista e trataram o caso como um incêndio acidental. Está em curso uma investigação para apurar as causas do fogo e verificar se todas as normas de segurança estavam a ser cumpridas. Entre as hipóteses analisadas está a ocorrência de um “flashover”, um fenómeno em que todos os materiais combustíveis de um espaço entram em combustão quase em simultâneo, provocando uma propagação extremamente rápida das chamas.
Algumas testemunhas afirmaram que o incêndio poderá ter sido desencadeado pelo uso de velas-foguetes colocados em garrafas de champanhe, prática que já surgia em vídeos promocionais do estabelecimento, de acordo com o jornal suíço Blick. No entanto, a procuradora-geral do cantão de Valais sublinhou que ainda é prematuro tirar conclusões sobre a origem exata do fogo.
Entre os vários desaparecidos, há uma outra portuguesa, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
As vítimas mortais ainda não foram oficialmente identificadas, um processo que poderá demorar vários dias devido à gravidade da situação. Sabe-se, contudo, que entre os feridos estão cidadãos italianos, franceses e australianos, e vários estrangeiros continuam dados como desaparecidos.
A tragédia provocou uma onda de consternação internacional. Líderes como Emmanuel Macron e o rei Carlos III expressaram as suas condolências, assim como várias embaixadas estrangeiras. Em Crans-Montana, dezenas de pessoas reuniram-se numa vigília junto ao local do incêndio, depositando flores e acendendo velas em memória das vítimas.
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