1,6 milhões de utentes sem médico de família

Número de utentes sem médico atribuído voltou a subir em janeiro. Explicação está no aumento da procura: num ano, há mais 231 mil utentes no SNS.

03 de março de 2026 às 01:30
Centros de saúde com mais pressão, com o aumento de inscritos Foto: Diogo Inácio
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O número de utentes sem médico de família atribuído voltou a ultrapassar a fasquia dos 1,6 milhões em janeiro. Os dados divulgados no Portal da Transparência do SNS mostram que havia no final de janeiro 10746324 inscritos nos cuidados de saúde primários, mais 231404 que em janeiro de 2025. Este aumento dos inscritos dever-se-á à imigração, pois no ano passado, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, o país registou um saldo natural negativo de -34244. Ou seja, houve mais óbitos que nascimentos no total dos 12 meses.

Apesar do aumento da procura do SNS, a percentagem de uentes sem médico estabilizou: de 14,88% há um ano para 14,9%. Isto verifica-se porque registou-se um aumento de utentes com médico atribuído: são mais 196882, de 8936815 em 2025 para 9133697 em janeiro último. Por regiões, é no Centro que tem havido mais recuperação, com menos 41 mil utentes sem médico do que no início de 2025. Lisboa eVale do Tejo, que ‘ganhou’ 125 mil inscritos nos centros de saúde, tem mais 62 mil utentes sem médico: 30 em cada 100 residentes na região está nesta situação.

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Utentes sem médico de família

SAIBA MAIS

Quase 3 milhões de consultas em janeiro

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Em janeiro realizaram-se 2,98 milhões de consultas nos cuidados de saúde primários. Quase 1,6 milhões foram presenciais, 1,36 foram não presenciais, e quase 21 mil foram consultas ao domicílio.

Utilização entre 16,3% e 24,6%

O número de utentes que teve uma consulta médica em janeiro foi de 2,23 milhões. A taxa de utilização (inscritos que tiveram uma consulta) variou entre 16,3% em Lisboa eVale do Tejo e 24,6% no Norte.

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