Dioceses obrigadas a investigar abusos sexuais na Igreja
Conferência Episcopal vai definir estratégia para prevenir e combater crimes sexuais.
Cada diocese portuguesa vai ter de criar a sua comissão de proteção de menores, a exemplo do que aconteceu, no passado dia 12, no patriarcado de Lisboa. O assunto é o principal tema da agenda da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), marcada para a próxima semana, em Fátima.
A questão não é consensual, já que alguns bispos das dioceses mais pequenas preferiam que fosse criada uma comissão nacional, centrada na CEP, existindo localmente apenas uma ou duas pessoas para a auscultação e encaminhamento dos eventuais casos de abusos. O próprio bispo do Porto, D. Manuel Linda, chegou a dizer que não sente a necessidade de criar uma comissão na sua diocese.
Só que, como D. Manuel Clemente avançou com uma comissão no patriarcado, que é presidida pelo bispo D. Américo Aguiar e integra personalidades como José Souto de Moura, Rute Agulhas e Vítor Viegas Cotovio, as estruturas deverão ter caráter diocesano.
Mas há ainda a possibilidade de serem criadas comissões apenas nas dioceses maiores, como Lisboa, Porto ou Braga, e as restantes agruparem-se, por exemplo nas respetivas províncias eclesiásticas, levando à criação de mais quatro ou cinco comissões.
O tema vai dominar os trabalhos da primeira Plenária deste ano, devendo os bispos analisar os resultados da cimeira que o Papa Francisco convocou e que, em finais de fevereiro, reuniu no Vaticano os presidentes das conferências episcopais de todo o Mundo.
Mas esta assembleia vai ficar marcada também pelo arranque da preparação para as Jornadas Mundiais da Juventude, que se realiza em Lisboa a agosto de 2022. A organização das jornadas será liderada pelo bispo D. Américo Aguiar, ele que foi ordenado há poucos dias e participa pela primeira vez num encontro nacional de bispos.
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