Abatidos 1814 animais de estimação em 2025
Relatório do ano passado indica valor mais baixo de cães e gatos eutanasiados dos últimos cinco.
A morte sem dor (eutanásia) foi aplicada a 1814 animais de estimação no último ano, de acordo com os dados disponibilizados pelos Centros de Recolha Oficial. O relatório elaborado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) indica que 2025 representa o ano com o valor mais baixo dos últimos cinco anos de animais abatidos.
Por concelhos, foi em Lisboa que se registou o maior número de casos de indução da morte ao animal efetuada através de métodos que garantam a ausência de dor e sofrimento. Na capital foram eutanasiados 122 animais, em Matosinhos 86 e 65 em Cascais e também no Funchal.
Segundo a legislação, os animais são eutanasiados apenas em “casos comprovados de doença manifestamente incurável, devendo a morte ser imediata, indolor e respeitando a dignidade do animal".
Com o objetivo de reduzir a população de animais errantes, os dados indicam que a nível nacional foram recolhidos cerca de 40 mil cães e gatos.
Também no ano passado, os municípios procederam á realização de cerca de 22 mil adoções, ou seja, pouco mais de metade dos animais recolhidos.
A exemplo do abate de animais, 2025 representou em termos de adoções e recolha os valor mais baixos dos últimos cinco anos.
Adianta ainda o relatório que no último ano foram vacinados contra a raiva 22910 cães e gatos, numa redução expressiva por comparação com 2024, quando a vacina foi aplicada a 66850 animais.
O relatório baseia-se em dados declarados pelos Municípios e Médicos Veterinários municipais e do município, no âmbito do processo de recolha de dados efetuado pela DGAV,
Dos 308 municípios existentes em Portugal Continental e Regiões Autónomas, 220 possuem Centros de Recolha Oficial de animais. Destes, a DGAV obteve 133 respostas (60,5%).
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