Agravamento do IUC faz disparar vendas de carros antigos
São vários os stands em risco de fechar por não conseguirem suportar o pagamento.
O agravamento do Imposto Único de Circulação previsto para 2024 tem gerado manifestações e buzinões por todo o País e, segundo avança o Jornal de Notícias, há cada vez mais carros antigos a ser vendido, havendo, inclusive, stands em risco de fechar devido à subida do imposto.
A medida, que consta no Orçamento de Estado de 2024, agrava o imposto único de circulação num máximo de 25 euros por ano para carros e motociclos com matrícula anterior a julho de 2007, aumento esse que será progressivo. No pagamento do impostp passa a ser considerada também a componente ambiental, isto é, o valor de dióxido de carbono (CO2) emitido pelos veículos.
O aumento do imposto está a ter um efeito agravante na venda de automóveis e são vários os stands em risco de fechar por não conseguirem suportar o pagamento. Segundo o JN, a plataforma eletrónica Standvirtual registou um aumento de 9% dos novos anúncios de venda de automóveis anteriores a 2007, já o CustoJusto.pt registou uma subida de 13%.A Associação Portuguesa do Comércio Automóvel (APCA) confirma que, aos stands, estão a chegar mais clientes que tentam vender os carros para "diminuírem o impacto do que pode acontecer" com o aumento progressivo do imposto. Nuno Silva, presidente da APCA, discorda da nova medida do OE2024 e sugere mais incentivos. "Se as pessoas têm carros mais antigos é porque não conseguem comprar veículos mais modernos. Tem que haver incentivo a essa troca, não basta aumentar o imposto", explica o presidente ao JN. Nuno Silva explica ainda que os stands dedicados à venda de carros mais antigos vão ter muitas dificuldades e acabarão por fechar. O IUC desvaloriza os veículos mais antigos e "quando as pessoas começam a vender as viaturas é porque não querem pagar mais IUC mais caro. Mas os outros também não vão comprar essas viaturas, o que fará com que os carros continuem a desvalorizar", acrescenta o presidente Nuno Silva em declarações ao jornal.
A Associação Portuguesa do Comércio Automóvel defende a "suspensão provisória "do imposto por pelo menos um ano, com o objetivo de aliviar as contas dos estabelecimentos.
A Petição contra o aumento do Imposto Único de Circulação já conta mais de 400 mil assinaturas.
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