Arguidos da Operação Influencer não conseguem consultar autos do processo nem aceder a escutas há cinco meses

Advogados estão proibidos de aceder às gravações das interceções telefónicas.

21 de junho de 2024 às 10:59
Lucília Gago Foto: José Sena Goulão/Lusa
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Os arguidos da Operação Influencer estão há cinco meses sem consultar os autos e sem aceder às gravações das interceções telefónicas de que foram alvo durante quatro anos, avançou esta sexta-feira o jornal Expresso. 

Os advogados consultaram os autos pela última vez em janeiro, no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em Lisboa, não podendo fazer cópias. Na altura, as defesas queixaram-se ao juiz de instrução de lhes ter sido barrado o acesso aos elementos recolhidos nas buscas de novembro e as gravações em bruto das escutas.

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Em maio, passaram a poder aceder a todo o material, mas o juiz de instrução manteve a proibição quanto às gravações das escutas. Vários advogados pediram uma nova consulta, que só poderá acontecer quando o processo voltar do Tribunal Central de Instrução Criminal para o DCIAP.

Esta semana, a CNN divulgou uma conversa telefónica entre o ex-primeiro-ministro António Costa e o então ministro das Infraestruturas João Galamba - ocorrida em março de 2023 - sobre a necessidade de despedir a presidente executiva da TAP. Os advogados dos arguidos reagiram com perplexidade à divulgação das escutas. 

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As interceções telefónicas do processo visaram Afonso Salema e Rui Oliveira Neves (gestores da Start Campus), Diogo Lacerda Machado (lobista contratado pela Start Campus), João Galamba (então ministro) Nuno Lacasta (então presidente da Agência Portuguesa do Ambiente) e Nuno Mascarenhas (presidente da Câmara Municipal de Sines).

Na quarta-feira, o Ministério Público abriu uma investigação às fugas de informação na Operação Influencer.

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