Autarca de Torres Vedras condenado por plágio em tese de doutoramento
Carlos Bernardes vai recorrer da condenação por contrafação.
O presidente da Câmara de Torres Vedras, Carlos Bernardes, foi condenado a uma multa de cinco mil euros pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, pelo crime de contrafação, na prática de plágio ao elaborar a tese de doutoramento, concluída em dezembro de 2015, com aprovação.
De acordo com a sentença, a condenação foi de dez meses de prisão convertidos em 300 dias de multa, mais 200 dias de multa a uma taxa diária de dez euros. No somatório foram obtidos 500 dias, a uma multa diária de dez euros, o que representa cinco mil euros.
À saída do tribunal, Carlos Bernardes - que sempre refutou a acusação de ter copiado textos de outros autores para elaborar o trabalho académico - mostrou-se descontente com a decisão .
"É a honra de Carlos Bernardes que está em causa", afirmou. O seu advogado, Fernando Pratas, revelou que vai recorrer da decisão, que classificou como "um aproveitamento político da situação". "Não faz qualquer sentido que Carlos Bernardes deixasse o seu cargo por uma questão puramente pessoal que alguém lhe tentou mover, motivação que julgamos ser de luta política", acrescentou.
Em abril último, a Universidade de Lisboa anulou o doutoramento. Carlos Bernardes recorreu para o Tribunal Administrativo de Lisboa, num processo que não está terminado.
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