C-130 da Força Aérea leva vítimas críticas com Covid-19 de Lisboa para o Funchal
Operação de envergadura inédita liberta três camas em cuidados intensivos nos hospitais de Loures e S. Francisco Xavier.
Numa operação de envergadura inédita em Portugal, três doentes Covid-19 em cuidados intensivos foram transferidos de Lisboa para o Funchal, Madeira, num voo militar requisitado pelo INEM à Força Aérea. Tal permite abrir vagas no Hospital de Loures (duas) e São Francisco Xavier (uma). Os doentes seguiram em macas especiais e acompanhados por pessoal médico militar do Núcleo de Evacuações Aeromédicas (NEA), rotinado na transferência de doentes entre as ilhas e o continente.
O CM sabe que os doentes que saíram do Hospital de Loures (Beatriz Ângelo) são uma mulher de 42 anos e um homem de 58. Tal como o doente do Hospital São Francisco Xavier, estavam na Unidade de Cuidados Intensivos. As famílias autorizaram a transferência para o Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, após o governo regional da Madeira ter disponibilizado três camas - o que levou António Costa a agradecer a Miguel Albuquerque.
O voo do C-130, da esquadra 501 ’Bisontes’, demorou duas horas, tendo aterrado às 20h15 no Funchal. Uma hora de voo dessa aeronave custa cerca de 4 mil euros, à qual se acrescentam os custos com tripulação - fazendo crescer o valor para os 5500 euros/hora. Mas esse valor não deverá ser cobrado "à parte", uma vez que o transporte dever-se-á incluir no protocolo entre os ministérios da Saúde e Defesa para o transporte de doentes urgentes. Os médicos e enfermeiros do NEA realizaram no ano passado 81 transportes médicos urgentes das ilhas para o continente.
Avião levou pessoal de descontaminação
No C-130, além de dois pilotos, mecânico, navegador e três elementos de carga, seguiram 2 médicos e 4 enfermeiros do NEA e elementos do núcleo de descontaminação da Força Aérea.
Capacidade para seis doentes críticos
A tenente-coronel Isabel Sousa, do NEA, explicou ontem à CMTV que o C-130 tem capacidade de ser adaptado para levar 6 doentes críticos. São montadas macas e equipamento clínico específico.
Militares fizeram 220 mil rastreios
As Forças Armadas fizeram, desde final de novembro, 220 mil contactos em rastreios e inquéritos epidemiológicos a infetados e contactos de risco, para travar contágios.
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