Cientistas portugueses fazem estudo inédito de nuvens em Marte
Nuvens marcianas permitem "detetar ondas atmosféricas, essenciais para entender como se transporta a energia na atmosfera".
Cientistas portugueses "caçaram" e analisaram nuvens em Marte, medindo a sua altitude e velocidade de propagação, um marco que poderá apoiar uma futura missão humana ao planeta, divulgou esta segunda-feira a Universidade de Lisboa (UL).
Raras e difíceis de "apanhar", as nuvens marcianas permitem "detetar ondas atmosféricas, essenciais para entender como se transporta a energia na atmosfera", precisa em comunicado a Faculdade de Ciências da UL, onde parte do trabalho, considerado inédito, foi realizado.
"Quando a humanidade chegar a Marte vai saber melhor como a atmosfera está distribuída ao longo das várias camadas, o que permite que se faça uma aterragem mais suave no planeta", adianta, citado no comunicado, o primeiro autor do estudo, Francisco Brasil.
A medição da altitude e velocidade das nuvens em Marte foi feita a partir de imagens captadas pela sonda europeia Mars Express, na órbita do planeta há 23 anos.
"É a primeira vez que conseguimos medir simultaneamente a altitude e a velocidade das ondas atmosféricas em Marte a partir de imagens de uma única câmara", salienta Francisco Brasil.
O estudo, considerado inédito, foi publicado recentemente na revista da especialidade Journal of Geophysical Research: Planets.
Além de investigadores portugueses da Faculdade de Ciências da UL e do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, o trabalho envolveu cientistas ligados diretamente à missão Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA).
Na corrida pela conquista do espaço, China e Estados Unidos pretendem enviar missões tripuladas a Marte na década de 2030.
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