Corpo de polícia descendente de judeus portugueses encontrado na Faixa de Gaza
Na esperança de Ran Guili, de 24 anos, estar vivo, a família pediu para ser concedida a nacionalidade portuguesa.
O corpo de um agente da polícia de Israel, descendente de judeus portugueses, foi descoberto pelos militares na Faixa de Gaza. A confirmação oficial da morte de Ran Guili, de 24 anos, surge depois de o corpo ter sido levado por elementos do Hamas de Israel a 7 de outubro, aquando do massacre no Sul de Israel.
Guili foi um dos 61 polícias mortos a 7 de outubro. Residente em Meitar, no sul de Israel, estava de licença médica para ser operado, quando tomou conhecimento da situação de emergência em curso no Neguev Ocidental.
A última vez que entrou em contacto com outros agentes foi às 10h50 do dia do massacre. O jovem, da unidade de patrulha Yasam, comunicou que tinha sido atingido com dois tiros numa perna. Posteriormente foi levado para a Faixa de Gaza pelo Hamas. Dados agora divulgados indicam que foi transportado já morto por elementos do Hamas.
Na esperança de poder estar vivo, a família pediu para ser concedida a nacionalidade portuguesa para ser agilizado o processo de libertação.
Ao CM a Comunidade Israelita do Porto confirmou a ascendência sefardita do jovem agente: Ran Guili é "filho de Tali Ziuni Nada, de família sefardita tradicional da comunidade judaica do Egito, que absorveu no seu seio, entre os séculos XVI e XVIII, os judeus de Sefarad".
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