CP acusa sindicatos de prejudicarem associados por recusarem acordo e convocarem greve

Paralisação decorre esta segunda e quarta-feira.

22 de julho de 2024 às 14:11
Comboios de Portugal
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A CP acusou os sindicatos que convocaram a greve que decorre esta segunda-feira e na quarta-feira de "prejudicar os seus associados" ao recusar chegar a acordo, segundo um comunicado divulgado pela transportadora ferroviária.

"Esta manhã, alguns dirigentes sindicais afetos aos sindicatos que convocaram a greve de hoje têm prestado declarações à imprensa que não correspondem à verdade", começa por dizer a transportadora, garantindo que o seu Conselho de Administração "esteve sempre disponível para reunir, ouvir e negociar com os sindicatos".

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Segundo a gestão, a última dessas reuniões ocorreu "na tarde do passado sábado, com o intuito de chegar a um acordo relativo à revisão do Regulamento de Carreiras da empresa", sendo que, segundo a empresa, nesses encontros, "o Conselho de Administração da CP apresentou aos referidos sindicatos as mesmas condições de negociação que foram acordadas com os sindicatos dos maquinistas (SMAQ) e dos revisores (SFRCI)".

A CP lembrou que "estas condições incluem, nomeadamente, um aumento salarial de 1,5% e o aumento do subsídio de refeição para 9,20 euros por dia, ambos com efeitos a partir do próximo dia 1 de agosto".

"Importa salientar que estes aumentos são adicionais aos aumentos salariais que a empresa já atribuiu a todos os trabalhadores no início do ano, na sequência de negociações igualmente realizadas com os sindicatos", assegurou.

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O Conselho de Administração da CP disse depois que "não aceita a acusação de que a proposta enviada posteriormente e acordada com os referidos sindicatos tenha sido diferente do previamente acordado na referida reunião", lamentando que cada vez que "tenta satisfazer alguma das reivindicações destes sindicatos com o objetivo de alcançar a desconvocação da greve, estes sindicatos surgem com uma nova exigência de conteúdo pecuniário".

"A CP trata todos os trabalhadores de forma justa e equitativa e, por isso, não aceita negociar condições salariais distintas para os seus trabalhadores", defendeu, salientando que, "ao recusarem chegar a acordo e subscreverem o acordo do Regulamento de Carreiras, estes sindicatos estão a prejudicar os seus associados, impedindo-os de receberem o referido aumento de 1,5% e o acréscimo do subsídio de refeição para 9,20 euros, tal como os restantes trabalhadores da empresa".

"Apelamos ao bom senso dos sindicatos, reiterando que a CP continua disponível para negociar e satisfazer as reivindicações dos sindicatos, desde que estas não ponham em causa a sustentabilidade da empresa e os postos de trabalho dos restantes trabalhadores", rematou.

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Os trabalhadores da CP cumprem hoje um dia de greve, que se repete na quarta-feira, convocada por diversos sindicatos.

O Tribunal Arbitral decretou serviços mínimos de 20% para os comboios urbanos e regionais.

Para os sindicatos, "é inaceitável" que a administração da CP, depois de ter garantido que iria estender a todos os trabalhadores um acordo que foi celebrado com uma organização sindical, queira condicionar isso à aceitação da proposta de regulamento de carreiras.

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O Governo, a CP e o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ), que tinha convocado uma greve entre 27 de junho e 14 de julho, que foi suspensa, chegaram, recentemente, a acordo. A operadora chegou também a acordo com o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).

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