Despesa do SNS com medicamentos bateu recorde com 4.417 milhões de euros em 2025

Antidiabéticos são os medicamentos com maiores encargos na comparticipação.

19 de maio de 2026 às 07:27
Medicamentos Foto: Sérgio Lemos
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A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos atingiu o recorde de 4.417 milhões de euros no ano passado, um valor que nos hospitais ultrapassou pela primeira vez os 2.500 milhões de euros.

Segundo os relatórios relativos à despesa com medicamentos de 2025, a que a Lusa teve acesso, os hospitais gastaram em medicamentos 2.523,2 milhões de euros, mais 254 milhões (+11,2%) do que no ano anterior, quando a despesa teve o maior aumento percentual de sempre (+15,8%).

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Já no primeiro trimestre deste ano, a despesa dos hospitais com medicamentos chegou aos 693,4 milhões de euros, um aumento de 7,6% face ao período homólogo que o Infarmed diz refletir o acesso a terapêuticas inovadoras.

Ao valor total dos gastos do serviço público com medicamentos, serão deduzidas as contribuições e devoluções ao SNS por parte da indústria farmacêutica, quer no âmbito de contratos de financiamento, quer no âmbito do Acordo com a Indústria Farmacêutica.

No ambulatório, o SNS gastou no ano passado 1.893,8 milhões de euros a comparticipar medicamentos, um aumento de 12,4% (+208,4 milhões), num ano em que foram dispensadas 203,9 milhões de embalagens.

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Os antidiabéticos são os medicamentos com maiores encargos na comparticipação, com uma despesa que ronda os de 478,9 milhões de euros (+14,7% do em 2024).

Por substância ativa, o Apixabano, para prevenir a formação de coágulos, foi aquela que registou maior aumento de despesa, com uma subida de 70,9%, para 66,6 milhões de euros.

Nos hospitais, por denominação comum internacional, os medicamentos imunomoduladores -- que alteram a resposta do sistema imunológico - foram os que tiveram maior aumento da despesa, com mais 78,3 milhões de euros, seguidos dos citotóxicos (+33,4 milhões) e de outros medicamentos com ação no sistema nervoso central (+32,8 milhões).

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A Unidade Local de Saúde com maior despesa com medicamentos foi a ULS Santa Maria, em Lisboa, com 304,9 milhões de euros, seguida da ULS de Coimbra (235,9 milhões) e da ULS São João (223,4 milhões), no Porto.

Por área terapêutica, a oncologia, que representa mais de um terço da despesa de medicamentos nos hospitais, foi a que teve maior gasto, com 864,5 milhões de euros (+16%). De seguida surge a área do VIH (238,2 milhões) e a da artrite reumatóide e psoríase (186,5 milhões).

As vacinas foram a área terapêutica que maior variação homóloga da despesa teve, subindo 69,8% para 85,5 milhões de euros.

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A despesa dos hospitais com medicamentos órfãos, para doenças raras, subiu 34,1%, chegando aos 465 milhões de euros.

Por área de prestação, nos hospitais, a consulta externa e produtos cedidos ao exterior é a que tem maior peso (42,7%), com 1.076,5 milhões de euros (+11,2%), seguida do hospital de dia, com 900,4 milhões de euros (+4,5%), e do internamento, com 231,4 milhões de euros (+16,1%).

Contudo, os cuidados de saúde primários foram os detentores do maior aumento da despesa por área de prestação (+66,5%), chegando aos 97,8 milhões de euros.

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A quota total dos biossimilares (versões semelhantes a um medicamento biológico de referência cuja patente expirou) nos cuidados hospitalares ficou-se pelos 53,8%.

Na área dos dispositivos médicos, o Infarmed, numa nota esta terça-feira divulgada, destaca o regime excecional de comparticipação das bombas de insulina, que passaram em 2025 a ser comparticipadas a 100% pelo Estado, quando destinadas a beneficiários do SNS e dispensadas em farmácia de oficina.

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