Empresário chinês lucra 9000 euros por mês com 'hotel' ilegal em restaurante

Polícia Municipal de Lisboa descobre 30 homens a viver em cave na freguesia de Arroios.

23 de maio de 2025 às 01:30
Intervenção da Polícia Municipal num alojamento clandestino em Arroios, Lisboa Foto: Direitos Reservados
Interior do alojamento clandestino em Arroios, Lisboa Foto: CMTV

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Uma intervenção da Polícia Municipal de Lisboa (PML) levou à descoberta de 30 imigrantes do Bangladesh a viver na cave de um restaurante em Arroios. Um espaço sem quaisquer condições, onde os 'inquilinos' pagam pelo menos 10 euros por noite a um proprietário que não conhecem. Segundo o CM apurou, trata-se de um empresário chinês que comprou o espaço e que lucra pelo menos 9000 euros por mês com o esquema, sem pagar qualquer imposto nem oferecer condições mínimas de habitabilidade.

A rusga surgiu depois de denúncias de moradores à junta de freguesia de Arroios, que, nos últimos meses, viram a zona invadida por indostânicos, que utilizavam a rua para secar a roupa e fazer necessidades. O espaço, na rua Cruz da Carreira, era um gabinete de contabilidade até 2020, que foi comprado pelo referido empresário chinês. Foram feitas obras no interior para transformar o rés-do-chão num restaurante, mas como não havia qualquer chaminé, nunca chegou a abrir. A solução foi adaptar a cave - sem qualquer ventilação ou luz natural - a alojamento. O Correio da Manhã esteve no interior deste 'hotel' ilegal e constatou que são dezenas de colchões alinhados ao lado uns dos outros, cercados por humidade, baratas e a roupa usada por estes migrantes diariamente.

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"Este é um problema do sistema que vigorou nos últimos anos. Precisamos de imigrantes, mas não os podemos receber desta forma", afirma o presidente da câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que ontem de manhã esteve no local para perceber a dimensão do problema.    

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