Empresários pedem sistema para aterragens com visibilidade reduzida em Ponta Delgada após cancelamento de dezenas de voos

SATA está a reajustar a operação para "reforçar a capacidade de resposta" recorrendo a ACMI (aluguer de aeronave com tripulação), após ter tido cerca de 175 voos afetados devido ao nevoeiro.

04 de junho de 2026 às 11:05
Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada
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A Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) defendeu a instalação no aeroporto João Paulo II, por parte da Ana/Vinci, de um sistema ILS CAT III, visando aterragens com visibilidade extremamente reduzida.

De acordo com organismo representativo do tecido empresarial, "os acontecimentos registados nos dois últimos fins de semana de maio, que afetaram mais de 175 voos e milhares de passageiros, voltaram a expor uma fragilidade estrutural da principal infraestrutura aeroportuária dos Açores".

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Em nota de imprensa, adianta-se que "os impactos económicos, sociais e reputacionais provocados pelos sucessivos cancelamentos e divergências de voos devido ao nevoeiro não podem continuar a ser encarados como uma inevitabilidade".

"O aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, encontra-se atualmente equipado com um sistema de aterragem por instrumentos (ILS) de Categoria I, cujos mínimos operacionais se revelam insuficientes perante fenómenos meteorológicos de baixa visibilidade, como aqueles que frequentemente afetam a ilha de São Miguel", refere a CCIPD.

O organismo salvaguarda que "os prejuízos decorrentes da interrupção da operação aérea são significativos e atingem transversalmente todo o ecossistema económico regional", passando por passageiros, empresas, unidades hoteleiras, operadores turísticos, rent-a-cars, exportadores, transportadoras, agentes de viagem e as próprias companhias aéreas.

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"A estes impactos acresce um dano difícil de quantificar, mas igualmente relevante: a deterioração da imagem e da reputação do destino Açores junto dos mercados emissores internacionais", de acordo com a CCIPD.

Para a CCIPD, torna-se imperativo que a ANA/VINCI "promova, com caráter prioritário, todos os investimentos necessários nas infraestruturas de pista, sistemas de iluminação e restantes requisitos técnicos, e que a NAV Portugal promova, com caráter urgente o investimento no equipamento de navegação, que permitam a certificação do sistema ILS da pista 30 do Aeroporto João Paulo II para Categoria III".

De acordo com o organismo, um sistema ILS CAT III "permite operações de aterragem em condições de visibilidade extremamente reduzida, próximas de zero, constituindo hoje uma solução amplamente utilizada em aeroportos internacionais sujeitos a fenómenos meteorológicos adversos".

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"O investimento na certificação CAT III do ILS do Aeroporto João Paulo II deixou de ser uma opção. É uma necessidade urgente para a mobilidade dos açorianos, para a sustentabilidade do turismo, para a competitividade das empresas e para a credibilidade internacional dos Açores enquanto destino de excelência", conclui-se.

A SATA está a reajustar a operação para "reforçar a capacidade de resposta" recorrendo a ACMI (aluguer de aeronave com tripulação), após ter tido cerca de 175 voos afetados devido ao nevoeiro em Ponta Delgada, nos Açores.

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