Empresas de apoio domiciliário disponibilizam 2200 camas para aliviar pressão sobre internamentos em hospital
Setor garante ter "capacidade de resposta para assegurar o acompanhamento de mais 10 mil utentes”.
As empresas de apoio domiciliário disponibilizaram-se a ajudar a aliviar a pressão nas urgências hospitalares durante a época de combate à gripe. Em comunicado divulgado esta quarta-feira, a Associação das Empresas Privadas de Apoio Domiciliário (AEPAD) anunciou estar preparada a libertar mais de 2200 camas para serem usadas para internamentos, garantindo ainda “capacidade de resposta para assegurar o acompanhamento de mais 10 mil utentes”.
“O setor está preparado para colaborar com o país. Temos equipas, capacidade instalada e cobertura nacional para garantir cuidados a milhares de pessoas que hoje continuam em hospitais apesar de já terem recebido alta clínica”, assegurou Nuno Afonso, presidente da associação que representa o setor, com 297 empresas e capacidade instalada para prestar apoio domiciliário a cerca de 16 mil pessoas.
O anúncio surge à porta de um aumento sazonal da pressão sobre os serviços hospitalares, motivados pelo crescimento anual nos contágios pela gripe, gripe A e Covid-19. Numa conferência de imprensa na segunda-feira, a ministra da Saúde admitiu que o impacto da gripe este ano pode ser maior, e reconheceu a possibilidade de adiamento de cirurgias como consequência da maior afluência às urgências.
Sublinhando tratar-se de uma solução “mais humana, mais eficiente e mais económica para o Estado”, a AEPAD afirma que este contributo “reduz a pressão sobre os hospitais e evita que lares e unidades de cuidados continuados se tornem a única resposta para situações que podem ser resolvidas em ambiente domiciliário”.
“As famílias precisam de apoios, os hospitais precisam de camas para internamentos, a segurança social necessita de mais opções. Queremos e podemos ser parte desta solução”, reforça Nuno Afonso.
A associação propôs ainda articular com o setor da Saúde e a Segurança Social “projetos-piloto” que permitam testar novas abordagens e maneiras de garantir “uma resposta estruturada e sustentável” às necessidade da população.
Recentemente, a AEPAD tinha já avançado com números indicando que o setor podia dar resposta domiciliária a quase 10 mil famílias que hoje recorrem aos serviços hospitalares ao longo do ano, uma realidade que apenas não é concretizada pelo número de profissionais e vagas por preencher.
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