Ex-presidente do sindicato dos guardas prisionais acusado de infidelidade e abuso de confiança

O MP considera que Jorge Alves adquiriu roupa, componentes automóveis e combustível com dinheiro do SNCGP

20 de maio de 2026 às 19:15
Jorge Alves responde por despesas feita como presidente do SNCGP Foto: Peter Spark/movephoto
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O Ministério Público (MP) acusou o ex-presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Jorge Alves, pelos crimes de infidelidade e abuso de confiança.

A acusação, assinada pela procuradora Cristina Rodrigues, considera que Jorge Alves utilizou o cartão de crédito do sindicato para efetuar despesas “em proveito próprio e a título pessoal”, obtendo “um benefício patrimonial que não lhe era devido” e causando “prejuízo patrimonial” ao SNCGP. Em causa, está a aquisição de roupa, componentes automóveis e combustível – que totalizam pouco mais de 4.550 euros.

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Ainda assim, a maior parte das queixas neste processo caíram. A investigação teve início em 2021, com a entrega no MP do relatório da auditoria à gestão do último mandato de Jorge Alves no SNCGP, de 2017 a junho de 2020, que tinha sido encomendada pela direção que lhe sucedeu, presidida por Carlos Sousa (e que liderou o sindicato até junho de 2024).

De acordo com um artigo da revista ‘, publicado em janeiro deste ano, a auditoria encomendada pela nova direção de Carlos Sousa – que derrotara Jorge Alves nas eleições – tinha detetado “incongruências” nas despesas pagas ao ex-presidente no valor de 74.544,46 euros; o relatório destacava, sobretudo, a realização de quatro transferências no total de 20.736 euros da conta do sindicato para uma conta pessoal de Jorge Alves, realizadas no dia 16 de dezembro de 2020, um dia após Carlos Sousa tomar posse como novo presidente do SNCGP. O MP considerou, no entanto, que não existem irregularidades com "relevância criminal" neste caso (nem na maior parte das despesas denunciadas).

O então tesoureiro do SNCGP, Ivo Lopes, também foi acusado pelo MP pelos mesmo crimes.

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Após a saída do SNCGP, Jorge Alves e Ivo Lopes passaram a integrar (e a liderar) uma nova estrutura sindical – a Associação Sindical dos Profissionais do Corpo da Guarda Prisional (ASPCGP).

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