Freguesias pedem reposição urgente das telecomunicações nas zonas afetadas pelo mau tempo
Falhas persistentes nas telecomunicações e falta de articulação com as empresas operadoras estão entre as principais preocupações.
A Associação Nacional de Freguesias criticou esta quarta-feira as "falhas persistentes nas telecomunicações" em zonas afetadas pelas tempestades no início do ano e enviou uma carta aberta às operadoras e ao regulador para insistir na necessidade da reposição urgente do serviço.
Num comunicado, a Associação Nacional de Freguesias (Anafre) destacou que "as falhas persistentes nas telecomunicações" e "a falta de articulação" com as empresas operadoras estão entre as principais preocupações que ouviu dos autarcas da zona de Leiria, durante uma visita, na segunda-feira, da comissão coordenadora da Anafre à Marinha Grande.
"Ouvimos com muita atenção a insatisfação dos autarcas e das comunidades relativamente às falhas de rede que ainda se verificam no território. Num contexto em que as comunicações são essenciais para a segurança, para a atividade económica e para a vida diária das populações, é fundamental que os níveis normais de serviço sejam repostos com a maior brevidade possível", afirmou o presidente da Anafre, Francisco Branco de Brito, citado no comunicado.
A Anafre enviou uma carta aberta às operadoras de telecomunicações e à Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), solicitando a reposição urgente dos níveis normais de serviço nos territórios afetados.
Na carta, a Anafre realçou a importância de as operadoras estabelecerem canais de comunicação com os autarcas, "de forma a haver articulação e cooperação no restabelecimento dos serviços em falha".
A deslocação da comissão da Anafre à Marinha Grande teve como objetivo acompanhar a evolução da recuperação do território, verificar no terreno os trabalhos já realizados e saber quais os constrangimentos que ainda existem, nomeadamente ao nível das infraestruturas, equipamentos públicos, espaços verdes, pavimentos, gestão da floresta e serviços de telecomunicações.
Há meio ano, vários temporais, com destaque para as depressões Kristin, Leonardo e Marta, atingiram o território continental em três semanas, a partir do final de janeiro, causando pelo menos 19 mortos (mais de metades deles durante trabalhos de recuperação), várias centenas de feridos, desalojados e deslocados, sobretudo em 90 municípios nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
Os prejuízos estimados são superiores a 5,3 mil milhões de euros: Mais de 35 mil habitações foram afetadas no todo do país, um número superior a um milhão de pessoas ficaram sem eletricidade, meio milhão de clientes sem telecomunicações, mais de 18 mil sinistros ou ocorrências de emergência foram registadas até ao fim da primeira quinzena de fevereiro e foram apresentadas mais de 200 mil participações de sinistros.
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