Governo aprova prorrogação da suspensão da caducidade das convenções coletivas até 2024

Medida foi justificada pelo Governo como uma forma de "prevenir vazios de cobertura na sequência da pandemia".

21 de outubro de 2021 às 21:41
A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva (2-E), a ministra da Saúde, Marta Temido (D), a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho (E), e a ministra da Cultura, Graça Fonseca (2-D), no final do Conselho de Ministros Foto: ANTÓNIO COTRIM/LUSA
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A proposta de alteração à legislação laboral aprovada esta quinta-feira pelo Conselho de Ministros avança com a renovação, até 2024, da suspensão dos prazos de sobrevigência das convenções coletivas, uma medida contestada pelas confederações patronais.

A medida traduz um prolongamento por mais 12 meses face ao regime que está em vigor e foi justificada pelo Governo como uma forma de "prevenir vazios de cobertura na sequência da pandemia".

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Ainda no âmbito da contratação coletiva, o pacote legislativo hoje aprovado, que acomoda as prioridades detetadas no âmbito da Agenda do Trabalho Digno, reforça a arbitragem necessária, "permitindo que qualquer das partes suspenda a caducidade das convenções, prevenindo vazios negociais".

Tanto a prorrogação da suspensão da caducidade como o reforço a arbitragem necessária mereceram duras críticas dos presidentes das confederações patronais que entenderam estas propostas como uma cedência do Governo à pressão dos partidos de esquerda, com quem negoceia a aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

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A proposta, tal como já tinha sido anunciado, prevê ainda medidas que condicionam o acesso a apoios e incentivos públicos à existência de contratação coletiva dinâmica e o alargamento da contratação coletiva aos trabalhadores em 'outsourcing' que trabalhem mais de 60 dias na empresa e aos trabalhadores independentes economicamente dependentes (TIED).

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