Grande Lisboa volta a tremer seis meses depois

Rede sísmica registou às 13h24 abalo de 4.7 na escala de Richter.

18 de fevereiro de 2025 às 01:30
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Um sismo de magnitude 4.7 na escala de Richter foi na segunda-feira registado às 13h24, com epicentro a cerca de 14 quilómetros a sudoeste do Seixal. O abalo telúrico ocorreu a uma profundidade de sete quilómetros, localizando-se no oceano Atlântico, a quatro quilómetros ao largo da Fonte da Telha, no concelho de Almada. Em Sesimbra, o tremor de terra provocou a queda de pedras, numa encosta junto à praia da Califórnia. Algumas escolas e centros de saúde do Seixal foram evacuados por iniciativa dos respetivos delegados de segurança, apesar de não se terem registado danos.

Localizador de sismo

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Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o sismo “não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima V (escala de Mercalli modificada) nos concelhos de Sintra e de Almada”. Foi ainda sentido com menor intensidade nos concelhos de Odemira, Coimbra, Albufeira, Portimão, Alcobaça, Leiria, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Oeiras, Vila Franca de Xira, Amadora, Odivelas, Abrantes, Barreiro, Moita, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Sines”, informou o IPMA.

Portugal em zona de risco sísmico

O sismo teve uma duração de seis segundos e, segundo vários testemunhos, foi sentido com maior intensidade face ao registado a 26 de agosto último. A explicação para ter tido um maior impacto resulta de ter ocorrido mais próximo da superfície a sete quilómetros de profundidade enquanto o anterior foi a 25 quilómetros de profundidade. A outra explicação é por o epicentro ter sido a apenas quatro quilómetros da costa, enquanto o sismo de 26 de agosto localizou-se a 58 quilómetros de distância da costa. O sismo do verão teve, no entanto, uma magnitude maior, de 5.3 na escala de Richter, enquanto o de segunda-feira registou magnitude de 4.7.

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O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, transmitiu uma “mensagem de tranquilidade” e assegurou que a cidade está preparada para responder em caso de sismo ou tsunami. “Vivemos numa cidade com risco sísmico”, disse, reforçando a importância dos 86 pontos de referência para proteção existentes em Lisboa.

BELÉM SENTIDO INTENSAMENTE

O Presidente da República, ausente no Brasil, afirmou que foi o primeiro-ministro que o informou imediatamente sobre o sismo. O chefe de Estado diz que recebeu relatos de que “foi sentido em Belém, por exemplo, intensamente”. “Portugal tem uma escola de especialistas em matéria sísmica muito boa”, disse.

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LISBOA TSUNAMI

Lisboa lançou, em 2022, o “primeiro sistema de controlo e de alerta de tsunami”, com duas torres de alerta, uma no Terreiro do Paço e outra na Praça do Império, em que, em caso de tsunami, há um aviso imediato às pessoas.

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