Greve dos seguranças deixa dezenas em terra
Paralisação dos funcionários de segurança privada provocou mais de duas horas de atraso nos controlos.
Milhares de passageiros desesperaram ontem nos aeroportos nacionais devido à greve dos funcionários das empresas de segurança. O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foi onde se registaram mais problemas, com centenas de passageiros a esperarem mais de duas horas para poderem ultrapassar a barreira de segurança. A PSP acabou por ser chamada para reforçar a segurança (mais informação na pág. 51). Muitos passageiros acabaram por perder os voos e não deverão ser reembolsados pelas companhias aéreas, pois a greve é alheia às transportadoras.
Uma das passageiras que ficaram em terra contou ao CM que a viagem de férias para Cabo Verde, que custou 1100 euros, transformou-se em pesadelo. "O voo estava marcado para as 12h00 e cheguei ao aeroporto de Lisboa com três horas de antecedência, a pedido da companhia Everjet. Às 10h15 começaram a fazer o check in e havia longas filas e muita confusão", afirmou a passageira, que não quis ser identificada. Só conseguiu passar o controlo de segurança às 13h15. "Quando cheguei à porta de embarque, o avião já tinha partido, com 19 passageiros", afirmou.
A ANA - Aeroportos de Portugal confirmou ao CM que houve atrasos em vários voos, nomeadamente em Lisboa, não estimando quantos passageiros perderam os respetivos voos.
Fazem as refeições na máquina de raio-X
Muitos trabalhadores do controlo de segurança dos aeroportos portugueses comem junto às máquinas de raio-X devido à falta de salas de refeições e têm de "pedir por favor" para usarem as casas de banho de outras empresas. A denúncia é da Prosegur, uma das empresas que, a par da Securitas, faz o controlo de raio-X da bagagem de mão de passageiros e de trabalhadores dos aeroportos. Os seguranças cumpriram greve de 24 horas ao trabalho extraordinário em protesto contra as condições laborais.
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