Greve dos seguranças deixa dezenas em terra

Paralisação dos funcionários de segurança privada provocou mais de duas horas de atraso nos controlos.

28 de agosto de 2016 às 17:48
Foto: CMTV
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Milhares de passageiros desesperaram ontem nos aeroportos nacionais devido à greve dos funcionários das empresas de segurança. O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foi onde se registaram mais problemas, com centenas de passageiros a esperarem mais de duas horas para poderem ultrapassar a barreira de segurança. A PSP acabou por ser chamada para reforçar a segurança (mais informação na pág. 51). Muitos passageiros acabaram por perder os voos e não deverão ser reembolsados pelas companhias aéreas, pois a greve é alheia às transportadoras.

Uma das passageiras que ficaram em terra contou ao CM que a viagem de férias para Cabo Verde, que custou 1100 euros, transformou-se em pesadelo. "O voo estava marcado para as 12h00 e cheguei ao aeroporto de Lisboa com três horas de antecedência, a pedido da companhia Everjet. Às 10h15 começaram a fazer o check in e havia longas filas e muita confusão", afirmou a passageira, que não quis ser identificada. Só conseguiu passar o controlo de segurança às 13h15. "Quando cheguei à porta de embarque, o avião já tinha partido, com 19 passageiros", afirmou.

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A ANA - Aeroportos de Portugal confirmou ao CM que houve atrasos em vários voos, nomeadamente em Lisboa, não estimando quantos passageiros perderam os respetivos voos.

Fazem as refeições na máquina de raio-X 

Muitos trabalhadores do controlo de segurança dos aeroportos portugueses comem junto às máquinas de raio-X  devido à falta de salas de refeições e têm de "pedir por favor" para usarem as casas de banho de outras empresas. A denúncia é da Prosegur, uma das empresas que, a par da Securitas, faz o controlo de raio-X da bagagem de mão de passageiros e de trabalhadores dos aeroportos. Os seguranças cumpriram greve de 24 horas ao trabalho extraordinário em protesto contra as condições laborais.

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