Hospital de Beja envia grávidas para Évora
Falta de médico obrigou a fechar a Ginecologia/Obstetrícia do Serviço de Urgência.
As grávidas que este domingo se dirigiram ao Serviço de Urgência do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, foram informadas que tinham de se dirigir para o Hospital de Espírito Santo, em Évora, a cerca de 80 km de distância.
A falta de médico obrigou ao fecho da Ginecologia/Obsterícia até às 08h00 de hoje.
Outras alternativas indicadas eram as unidades de Setúbal, Faro e Portimão mas, nesta última, a Maternidade está fechada até amanhã.
Também no Amadora Sintra e no Garcia de Orta, em Almada, foi necessário fechar as maternidades nos últimos dias.
Em Beja, o problema prendeu-se com a impossibilidade de nomear um segundo obstetra/ginecoligista para o Serviço de Urgência, explicou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), com base numa informação enviada pela administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo.
Além de recusarem a inscrição de qualquer mulher grávida, os serviços também não faziam qualquer triagem para determinar o estado da gravidez, explicou o CDOS de Beja.
Nas situações em que não fosse possível a viagem até Évora, as grávidas seriam assistidas pela equipa do Serviço de Urgência do hospital de Beja.
Maternidade fechada por falta de pediatras
No hospital de Portimão, a Maternidade foi fechada na sexta-feira e apenas reabre amanhã, por falta de pediatras.
Neste período de quatro dias, as grávidas de risco e crianças que precisem de tratamento da especialidade são enviadas para Faro, igualmente a 80 km de distância.
Outras unidades também afetadas pelo problema
Na noite de sexta para sábado, a Maternidade do Hospital Garcia de Orta, em Almada, esteve fechada por falta de camas.
Já no Hospital Amadora Sinta, foi a falta de médicos anestesistas que obrigou ao fecho da Maternidade durante duas noites, no fim de semana de 1 e 2 de junho.
PORMENORES
Quarta vez este ano
Esta é a quarta vez que a situação se verifica no Hospital José Joaquim Fernandes, este ano. O mesmo aconteceu a 5 e 6 de janeiro, 2 de março e 12 de abril.
Carências de clínicos
Para Portimão, o centro hospitalar do Algarve contactou "mais de 50 clínicos", entre privados e hospitais do SNS, para suprir as faltas, sem sucesso.
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