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Grávida de 39 semanas sem vaga para parto no Amadora-Sintra

Mulher em trabalho de parto foi aconselhada a dirigir-se pelos seus próprios meios para outro hospital.

29 de maio de 2019 às 09:04

O Hospital Amadora-Sintra sugeriu a uma grávida, em trabalho de parto, que se deslocasse a outra unidade hospitalar pelos seus próprios meios, por inexistência de vagas na instituição.

O caso, que ocorreu em agosto do ano passado, foi denunciado através de uma reclamação da utente, grávida de 39 semanas e dois dias.

A queixa motivou uma investigação por parte da Entidade Reguladora da Saúde (ERS). No documento, o regulador considera que é obrigação da instituição providenciar, em tempo útil e de forma integrada, transporte adequado para a utente, considerando "incompreensível" que o hospital não o tenha feito, colocando em causa a "qualidade dos cuidados de saúde prestados".

Em resposta à ERS, o Amadora-Sintra lamenta a "escassez de recursos técnicos/humanos" que diz estar na origem do caso.

O hospital argumenta, no entanto, que não ativou meios de Urgência para transporte inter-hospitalar porque a utente abandonou as instalações. Justificações que a ERS rejeita, uma vez que foram os próprios profissionais a sugerir outro hospital.

O regulador apela a que, em situações futuras, não se repitam e que sejam adotados mecanismos de transferência.

A grávida acabou por se dirigir, pelos próprios meios, para o Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, onde tudo decorreu com normalidade.

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