INEM com mais de 5 200 chamadas por dia devido ao calor e procura deve manter-se

Número médio de chamadas na primeira semana de julho aumentou 6,6% face ao mesmo período de 2025.

09 de julho de 2026 às 10:01
INEM Foto: Direitos Reservados
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O número médio de chamadas diárias recebidas pelo INEM na primeira semana de julho aumentou 6,6% face ao mesmo período de 2025 devido aos efeitos do calor, que devem prolongar-se por mais uns dias.

Entre 01 e 07 de julho, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) receberam 36.512 chamadas, o que corresponde a uma média diária de 5.216 contactos telefónicos, adiantou, esta quinta-feira, à Lusa o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

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Este valor representa, em média, mais 349 chamadas por dia de cidadãos para as centrais telefónicas que coordenam o socorro pré-hospitalar do que no mesmo período de 2025.

Em 06 de julho foram recebidas 5.834 chamadas, o valor diário mais elevado deste período, adiantou o instituto

O INEM salientou ainda que se tem verificado um aumento da procura devido aos efeitos do calor na saúde da população, adiantando que, entre as situações mais frequentes, estão casos de desidratação, de exaustão e de golpes de calor, mas também o agravamento ou descompensação de doenças crónicas, como as respiratórias e cardiovasculares.

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Reconheceu, porém, não ser possível quantificar as chamadas diretamente relacionadas com o calor, uma vez que os sintomas associados às temperaturas elevadas são enquadrados em diferentes protocolos de triagem clínica e não constituem uma categoria autónoma de registo.

O instituto alertou ainda que os efeitos das ondas de calor não se esgotam com a descida das temperaturas, sendo expectável que nas pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças e doentes crónicos, o seu impacto na saúde se prolongue durante cerca de 10 dias após o episódio de calor extremo.

Por essa razão, o INEM adiantou que mantém uma monitorização permanente da atividade e os reforços operacionais implementados e apelou ao cumprimento das recomendações das autoridades de saúde para a adequada hidratação, a permanência em locais frescos durante as horas de maior calor e uma especial atenção às pessoas mais vulneráveis.

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Para responder a este aumento da procura, que se regista desde o início de junho, o instituto garantiu que tem aumentado progressivamente a sua capacidade de resposta, com medidas específicas de reforço da capacidade operacional, em particular nas regiões onde se verifica um aumento significativo da população, como é o caso do Algarve.

Além disso, os postos de trabalho dos quatro CODU de Lisboa, Porto, Coimbra e Algarve "encontram-se totalmente preenchidos", assegurou o INEM, avançando que está assim garantida a capacidade de atendimento e orientação das chamadas de emergência que recebe.

As duas últimas ondas de calor provocaram 123 óbitos em excesso, um valor abaixo das previsões do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa), revelou a diretora-geral da Saúde.

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Numa entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença, Rita Sá Machado disse que será preciso esperar para perceber qual o impacto da mais recente onda de calor, mas que os dados até 06 de julho apontam para valores inferiores aos inicialmente previstos.

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