Jovens vão ter isenção de IMI para habitação própria e permanente na Covilhã
Medida aplica-se a os jovens até aos 35 anos que adquiram a primeira habitação própria e permanente no concelho.
O presidente da Câmara da Covilhã anunciou esta quarta-feira a isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), durante cinco anos, para os jovens até aos 35 anos que adquiram a primeira habitação própria e permanente no concelho.
"O nosso compromisso é com as pessoas, com o progresso e com o desenvolvimento. O compromisso da Covilhã é criar, atrair e fixar talento. Falamos muito de nómadas digitais, mas o meu desígnio é transformar o temporário em residente", afirmou Hélio Fazendeiro.
O autarca da Covilhã falava durante a sessão de encerramento da Covilhã Innov Summit, iniciativa organizado pela Câmara Municipal em parceria com a Universidade da Beira Interior (UBI), focada na dinamização do ecossistema empresarial da região e na promoção de tecnologias, inovação e empreendedorismo.
"Não queremos apenas que os jovens estudem na Covilhã. Por isso, anuncio aqui uma medida concreta de apoio à fixação de talento que irei propor para aprovação na Câmara Municipal, a isenção de IMI, durante cinco anos, para jovens até aos 35 anos que adquiram a sua primeira habitação própria e permanente no nosso concelho", vincou.
Hélio Fazendeiro salientou que esta não é apenas uma medida fiscal, mas sim uma mensagem para os jovens de que a Covilhã valoriza o seu esforço e talento.
O autarca aproveitou a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial na sessão de encerramento para lançar alguns desafios ao Governo.
O primeiro passa pela criação de uma grande zona industrial (ZI) da Covilhã e da região.
"Estamos a projetar aquela que será a grande zona industrial de referência do Interior. Foi com grande satisfação que lemos nas orientações do PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência] a prioridade nacional de criar uma grande ZI na região Centro Interior. Digo-lhe sem rodeios que essa localização deve ser na Covilhã. Estamos disponíveis para começar a trabalhar hoje mesmo com o Governo" sustentou.
O presidente da Câmara da Covilhã aproveitou a presença de Castro Almeida para falar também de vias de comunicação, apesar de não ser ele o ministro da tutela.
Ainda assim, Hélio Fazendeiro disse que as pessoas e as mercadorias precisam de ligações rápidas e lembrou ao governante que o IC6 "é o cordão umbilical que falta".
"É uma questão prioritária de coesão territorial e de justiça que chegará com décadas de atraso às nossas populações", frisou.
Para o autarca, a construção do IC 6, ligação entre a Covilhã e Coimbra e a redução dos tempos de viagem de comboio entre a Covilhã e Lisboa são fundamentais para a região.
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