Mais de 600 funcionários despedidos de cantinas escolares

Sindicato já pediu ação da autoridade para as condições de trabalho.

21 de abril de 2020 às 09:30
Cantina escolar Foto: Pedro Catarino
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Mais de 600 pessoas que trabalhavam em refeitórios escolares da região Centro estão sem qualquer rendimento desde 13 de março, dia em que o Governo ordenou o fecho dos estabelecimentos de ensino, na sequência da pandemia de Covid-19.Os funcionários foram num primeiro momento colocados de férias pela empresa Indústria e Comércio Alimentar (ICA) e oito dias depois despedidos, um despedimento que é considerado ilegal pelo sindicato do setor. A grande maioria dos afetados por este despedimento são mulheres, muitas a trabalhar de forma precária há cerca de duas décadas.

"Não existe fundamento legal para a cessação do contrato de trabalho de forma unilateral pela empresa, até porque o contrato com o Estado não acabou, apenas está suspenso devido à pandemia", disse ontem ao CM Afonso Figueiredo, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro. "Há situações complicadas e muitas pessoas desesperadas porque não têm sequer o papel para solicitar o subsídio de desemprego", adiantou. Citada pela Lusa, Filipa Meireles, da ICA, negou que a empresa tenha feito despedimentos ilegais.

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O CM apurou junto de fonte do Ministério da Educação que os contratos em vigor para fornecimento de refeições nas escolas "estará em vigor até final do presente ano letivo".

O sindicato já denunciou o caso à Autoridade para as Condições do Trabalho e junto do Governo, mas assegura que ainda não obteve qualquer resposta.

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Os casos de infeção de animais domésticos "permanecem esporádicos e isolados", segundo a agência de saúde francesa. As primeiras experiências realizadas em animais mostram que os cães são "pouco recetivos" à Covid-19. Porém, os investigadores consideram ser provável que os gatos, principalmente os jovens, sejam contaminados, bem como furões e hamsters.

Associações e produtores agrícolas do Algarve escreveram uma carta aberta ao Ministério da Agricultura alertando para o facto de o setor estar a ser "fortemente prejudicado com a pandemia". "São muitos os produtores agrícolas que estão na situação de não poder escoar os seus produtos", lê-se na carta dirigida ao ministério tutelado por Maria do Céu Albuquerque.

Prevenir incêndios

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Municípios do distrito de Vila Real estão a proceder à limpeza das faixas de gestão de combustível para prevenir os incêndios florestais, um trabalho que os autarcas defendem que "não pode ficar para trás", apesar da Covid-19. Devido à prorrogação do estado de emergência, o prazo para a limpeza de terrenos, que terminava a 15 de março, foi alargado até ao dia 30 de abril.

A Câmara de Bragança queixa-se da falta de testes nos lares da região, enquanto a Unidade Local de Saúde do Nordeste garante que já foram realizados 2000 a utentes e funcionários. A autarquia instalou, com entidades privadas, um centro de testes com um preço por cada análise superior a 100 euros. O SNS ainda não recorreu a este serviço, alegando ter capacidade de resposta.

Baptista Leite, Médico 

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- Que credibilidade merece a teoria do virologista Luc Montagnier, que diz que o novo coronavírus saiu de um laboratório de Wuhan?

- A ‘Nature’, uma das mais reputadas revistas científicas do Mundo, rejeitou a possibilidade de este vírus ser de origem humana. Mas tendo em conta a pessoa que é, será importante aguardar a publicação dos estudos de Montagnier.

- Enfrentaremos outros surtos?

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- Só nos últimos 20 anos conseguimos destacar o SARS, em 2002; o MERS, em 2004; a Gripe A, em 2009; e mais recentemente o Zika e o Ébola. Este surto não é o primeiro nem será o último. A diferença é a combinação de elevada transmissibilidade com mortalidade significativa. 

- Estaremos mais preparados para os próximos?

- Esta pandemia terá de motivar os líderes políticos a compreender a necessidade de termos mecanismos de preparação e resposta a pandemias e ameaças de saúde global. Os Estados aceitam que existam serviços militares na reserva. Precisamos de organismos semelhantes para lidar com ameaças biológicas.

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