Maternidades respondem a “baby boom”

Unidade Local de Saúde da Guarda registou 517 nascimentos em 2025, um aumento de 8% face aos 477 bebés de 2024. Crescimento ocorre no mesmo ano em que a maternidade do Hospital Sousa Martins passou a dispor de novas instalações.

25 de janeiro de 2026 às 01:30
89162 nascimentos em 2025, mais 4520 que os registados em 2024 Foto: Getty Images
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Há 13 anos que o país não registava tantos nascimentos. Em 2025 nasceram 89162 crianças, mais 4520 bebés do que os registados em 2024, segundo os dados do Instituto dos Registos e do Notariado. Um ‘baby boom’ que vale 5% e que coloca as maternidades à prova na capacidade de resposta, num país marcado quase diariamente por partos em ambulâncias.

Guarda é um dos distritos mais penalizados em termos populacionais. Em 1864 contava com 220 mil habitantes, mas em 2024, 160 anos depois, desceu para 142 mil. O distrito contou, contudo, com um ganho robusto de bebés no último ano. Há cinco anos que a barreira dos 500 nascimentos não era ultrapassada na maternidade do Hospital Sousa Martins, na Guarda. No último ano nasceram 517, um acréscimo de 8% (superior à média nacional) por comparação com os 477 bebés de 2024.

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“Este crescimento ocorre no mesmo ano em que a maternidade do Hospital Sousa Martins passou a dispor de novas instalações, após um processo de modernização que reforçou a segurança dos cuidados prestados a grávidas, recém-nascidos e famílias”, realçou a administração da Unidade Local de Saúde à agência Lusa.

Num investimento de mais de oito milhões, a maternidade foi transferida, tal como os restantes serviços de Pediatria, Obstetrícia e Ginecologia, para o Pavilhão 5 da unidade hospitalar, que acolhe a 1 de junho o Departamento da Saúde da Mulher e da Criança.

A exemplo da Guarda, também em Lisboa se registaram mais nascimentos em 2025. A maternidade do Hospital de Santa Maria fez 2699 partos, um recorde em mais de uma década. Também aqui o ano foi de mudança: “Este desempenho excecional resulta de um investimento estratégico no reforço das equipas multidisciplinares do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Medicina da Reprodução, no seguimento da construção da Maternidade Luís Mendes da Graça e das obras de renovação da Urgência de Obstetrícia e Ginecologia”, refere a instituição.

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Vida dos portugueses em 2025

Coimbra a crescer há 4 anos quer nova unidade 

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra é a maior de Portugal: realizou 5166 partos em 2025, que corresponde ao quarto aumento anual consecutivo desde 2022. Para o presidente da ULS, Alexandre Lourenço, “estes números demonstram não apenas a dimensão, mas também a responsabilidade acrescida da instituição na prestação de cuidados de saúde materna e neonatal de excelência”.

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Há muito reclamada, a nova maternidade de Coimbra, que vem substituir as duas existentes - Bissaya Barreto e Daniel de Matos -, sucessivamente anunciada desde 2021, “responde à evolução em saúde materna, face ao aumento da idade média das grávidas e parturientes e ao consequente acréscimo de comorbilidades associadas”.

A ULS de Coimbra salienta que a integração das valências materno-fetais num edifício moderno, articulado com as restantes áreas médico-cirúrgicas dos Hospitais da Universidade de Coimbra, “assegurará maior qualidade, segurança e proximidade de cuidados”. Localizada em frente ao edifício da Cirurgia Cardiotorácica, a nova maternidade “permitirá desde respostas rápidas e integradas às situações de maior complexidade clínica”, lê-se num comunicado. Com uma área bruta total de 18649,15 metros quadrados e internamento com 138 camas, representa um investimento de 57 milhões.

Necessário reforço de especialistas

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Em 2025, foram realizados 1487 partos no Hospital de Santo André, em Leiria, o que representa um aumento de 5,2% face a 2024. “Este resultado foi possível graças à reorganização do serviço que, ao longo do ano, registou menos períodos de encerramento”, referiu a administração da ULS da Região de Leiria que “encara 2026 com a expectativa de que o novo ano traga o tão necessário reforço de especialistas ”. A ULS adiantou que o resultado deve também “ser creditado ao enorme esforço dos profissionais de saúde e da equipa multidisciplinar”. Neste hospital foram realizadas 532 cesarianas e um terço dos bebés (554)têm mães estrangeiras. 

E TAMBÉM

Nova maternidade

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As duas maternidades de Coimbra realizaram mais de cinco mil partos. “Estes números vêm reforçar a urgência da nova maternidade de Coimbra - um espaço destinado a substituir as atuais maternidades e um projeto estruturante, que marcará o futuro da saúde materno-fetal na região Centro e em Portugal”, destaca o presidente.

25083 estrangeiras

25083 mães estrangeiras deram à luz em Portugal no último ano. Aesmagadora maioria são imigrantes, apenas 235 residem no estrangeiro.

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Setembro à frente

Setembro foi o mês com mais nascimentos de 2025, com 7888 bebés. Em julho nasceram 7791. Outubro fecha o pódio com 7564. Sem surpresa, fevereiro por ter menos dias registou o menor número com 6321 bebés.

Redução na Amadora

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Em contraciclo com a maior parte das maternidades do País, no Hospital Amadora/Sintra houve uma redução de bebés em 2025 por comparação com 2024. Nasceram 3002 em 2025, no ano anterior foram 3378.

PORMENORES

Mais bebés na Luz

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O Hospital da Luz, em Lisboa, contou com o maior número de nascimentos. A unidade privada viu nascer 4035 bebés em resultado de 3999 partos.

Partos nos Lusíadas 

O Hospital Lusíadas, em Lisboa, fez um total de 4009 partos no ano passado, com um registo por esta unidade privada de 4026 bebés.

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MAC é a maior pública

A maior maternidade pública é a Alfredo da Costa, em Lisboa. Ali nasceram 3920 bebés, em resultado de 3822 partos.

5036 grávidas no Porto

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O Centro Materno Infantil do Norte foi escolhido por 2809 grávidas. Já o Centro Hospitalar de São João recebeu 2227 grávidas.

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