Mediadores culturais agendam greve para exigir integração nos quadros da AIMA

Greve está agendada para 30 de março e está prevista uma manifestação junto à sede do Governo.

24 de março de 2026 às 16:15
Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) Foto: Nélson Malcata
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Os mediadores culturais da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) vão realizar uma greve no próximo dia 30 para exigir a incorporação nos quadros da instituição, que acusam de usar precários como funcionários permanentes.

Em declarações à Lusa, Artur Sequeira, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTPS), explicou que existem "200 mediadores culturais que desempenham funções permanentes, mas não são tratados como tal".

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"Os mediadores culturais que vêm do antigo ACM (Alto Comissariado para as Migrações) e que pertencem à Agência para as Migrações são contratados por organizações parceiras e depois trabalham para o Estado como colaboradores, mas ficam a trabalhar em tempo inteiro", explicou Artur Sequeira, que acusa o Estado de violar a própria lei laboral.

"Sem mediadores culturais, que são quase metade do quadro de pessoal, a AIMA não funciona, desempenham funções permanentes de contacto com utentes, resolução de problemas e prestam serviços essenciais de técnicos superiores e intermédios", afirmou o dirigente sindical.

O objetivo é que estes trabalhadores "tenham funções reconhecidas, salários equiparados, que é coisa que não têm porque são pagos por associações, através de protocolos completamente irregulares com a AIMA" e "não têm um salário definido, nem recebem horas extraordinárias".

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Além disso, estes precários têm "acesso a bases de dados sensíveis" e "não são funcionários do Estado" o que vem "criar uma situação de ambiguidade", acrescentou.

A greve está agendada para 30 de março e está prevista uma manifestação junto à sede do Governo.

Esta paralisação "é tão complexa" que o sindicato teve de enviar os avisos de greve às "associações e entidades" que empregam de facto estes quadros, o que mostra o "estado a que o Estado chegou na sua relação com estes funcionários", disse Artur Sequeira.

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"Em defesa da dignidade profissional e do direito à carreira, fundamental para garantir melhores condições de trabalho e em defesa do serviço público que prestam aos utentes, exigimos a integração de todos os mediadores na AIMA, com vínculo público permanente, refere a FNSTPS, em comunicado.

"Sem os mediadores, a AIMA não funciona" e "não abre portas", acrescenta a federação.

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