Ministro da Educação esconde nome da empresa responsável por caos nos exames

Fernando Alexandre não esclarece qual é a entidade responsável pelos problemas na plataforma digital de classificação.

07 de julho de 2026 às 01:30
Fernando Alexandre, ministro da Educação Foto: António Cotrim/Lusa
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O ministro da Educação, Fernando Alexandre, está a esconder o nome da empresa ou da entidade externa responsável pelo caos na classificação dos exames do ensino secundário. A imprevisibilidade do processo de classificação dos exames e as suas implicações está a deixar as famílias desesperadas. O Ministério da Educação (ME) vai permitir aos alunos o acesso gratuito à copia dos exames, mesmo que não peçam a reapreciação.

Questionado segunda-feira e na última sexta-feira sobre a empresa ou entidade externa responsável por essa plataforma digital, o ME não respondeu. Quando foi ouvido na comissão parlamentar de Educação e Ciência, em 1 de julho último, o ministro da Educação foi questionado sobre o nome da empresa pela deputada Filipa Pinto, do Livre, mas não respondeu. Neste processo, a questão central consiste em saber se o antigo IAVE e atual EduQA ou outra entidade do ME celebrou um contrato com uma empresa ou entidade externa que seja ainda desconhecido, por não ter sido publicado no portal basegov, e se o contrato foi celebrado por ajuste direto ou concurso público.

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Nesta área, o último contrato divulgado no portal dos contratos públicos foi celebrado entre o IAVE a Axianseu II Digital Consulting, do grupo Vinci, em 4 de julho de 2025. Questionada sobre o tema, a empresa afirmou: “A Axians esclarece que não foi responsável pelo desenvolvimento da plataforma atualmente utilizada na correção e classificação das provas e que tem sido associada aos constrangimentos recentemente noticiados” (ver nota no rodapé).

Face aos problemas técnicos da plataforma, o ME decidir permitir o acesso de todos os alunos às provas. “Quando forem publicadas as notas, no dia 17, os alunos poderão aceder à prova que realizaram, consultar a prova, verificar que a prova que eles fizeram foi a prova que foi corrigida e as classificações que tiveram em cada um dos itens”, disse o ministro, durante uma visita onde estão a ser processados os exames nacionais do ensino secundário, perto de Sintra.

Distribuição de provas em causa

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O ministro da Educação disse segunda-feira que cerca de 70% das provas foram distribuídas e as restantes, a aguardar revalidação devido à identificação de algum erro na digitalização, chegariam ainda no mesmo dia aos respetivos classificadores.

Contrato da Axians com o IAVE

A Axians diz que o contrato feito com o IAVE, de 2025, “diz respeito a uma solução distinta, com âmbito e funcionalidades próprias, não correspondendo à plataforma que se encontra no centro das questões levantadas nas notícias”.

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