Líder do Chega considerou este dossiê é pautado por "um sucessivo rol de fracassos e de incompetências".
O Chega vai propor um debate de urgência no Parlamento para que o ministro da Educação dê explicações sobre as "falhas brutais" nos exames nacionais e afasta para já a realização de uma comissão de inquérito.
"Dei indicações ao Grupo Parlamentar do Chega para avançar com um debate de urgência na próxima semana que permita chamar à responsabilidade, ao Parlamento, o ministro da Educação pelas falhas brutais que estão a colocar em risco a estabilidade, a previsibilidade, quer dos pais, quer dos alunos, quer dos professores, de toda a comunidade escolar em Portugal", anunciou o líder do Chega.
Em declarações aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, André Ventura disse que deu esta segunda-feira entrada o pedido para que o debate de urgência "ocorra na próxima semana, antes da discussão do Estado da Nação".
"Pais, professores, membros da comunidade escolar estão neste momento numa situação de grande angústia que deriva apenas da incompetência do Governo em gerir um pilar fundamental do país, que é a educação", criticou.
André Ventura disse que "hoje, logo pela manhã, o sistema criado pelo próprio Governo de plataforma de avaliação digital estava novamente em baixo" e considerou que seria importante compreender "o que aconteceu".
"É inaceitável que o Ministério da Educação tenha dito aos professores, aos alunos, aos pais, que lhes levaria a cabo uma revolução de eficiência e lhes tenha dado uma revolução de incompetência na gestão da educação em Portugal", criticou.
O líder do Chega considerou este dossiê é pautado por "um sucessivo rol de fracassos e de incompetências".
Questionado se acompanha a proposta de uma comissão de inquérito ao processo de avaliação dos exames escolares, o presidente do Chega considerou que "é importante ouvir o ministro e o Governo antes de quaisquer outros instrumentos" e é preciso "assacar responsabilidades já" e "compreender já o que falhou".
"É um instrumento que não descartamos, mas agora é importante assacar responsabilidades ao Governo e sobretudo dar aos pais e aos professores tranquilidade em relação à gestão do contexto em que estão, e não ao contexto daqui a três meses, quatro, cinco ou seis", defendeu.
Na ocasião, André Ventura voltou a criticar a deslocação do primeiro-ministro aos Estados Unidos da América para assistir ao jogo desta segunda-feira do campeonato do mundo de futebol, no qual a seleção nacional vai enfrentar a Espanha.
"O primeiro-ministro não deve ausentar-se do país em situações de alerta em que as populações e o território estão a sofrer com o risco de incêndio", defendeu, afirmando que "a situação de alerta proclamada pelo seu Governo é uma contradição com uma viagem de natureza desportiva".
"Um primeiro-ministro não deve, pelo poder executivo que tem, de coordenação e de articulação das diversas forças disponíveis, sejam militares, sejam civis, ausentar-se do país quando uma crise se abate sobre o território. Dá a ideia de incompetência, mas sobretudo de inconsciência e de falta de empatia para com a população", considerou também.
O líder do Chega defendeu ainda que se o país continuar em situação de alerta, Luís Montenegro não deve voltar a ausentar-se e "não deve estar em nenhuma outra ocupação que não seja a coordenar a luta contra esses incêndios".
Questionado também sobre uma notícia do jornal Público que dá conta de que o Chega encomendou uma sondagem antes da votação das alterações à lei laboral, Ventura disse apenas que o partido tem "sondagens várias vezes por ano, em vários momentos, sobre várias circunstâncias, como os jornais também têm, como os outros partidos também têm".
"É uma notícia só que diz mais do órgão de comunicação social que a publicou do que do partido", acrescentou.
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