Ministro da Educação recebido em Coimbra com protesto

Cerca de meia de centena de pessoas, maioritariamente da Fenprof, concentraram-se para alertar o ministro da Educação para "o caos" dos exames nacionais.

09 de julho de 2026 às 19:29
Ministro da Educação recebido em Coimbra com protesto Foto: Ricardo Almeida
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Cerca de meia de centena de pessoas, maioritariamente da Fenprof, concentraram-se esta quinta-feira em Coimbra para alertar o ministro da Educação para "o caos" dos exames nacionais.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, deslocou-se esta tarde a Coimbra para participar, como orador convidado, na cerimónia do 47.º aniversário do Politécnico de Coimbra (IPC).

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À entrada para o Convento São Francisco, meia centena de elementos da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e de outros sindicatos esperavam o governante, com o intuito de "lhe entregar uma carta a alertar para o facto de o caos dos exames nacionais não ser um acidente".

"Por trabalho decente, Coimbra está presente", entoaram com a ajuda de um megafone, que não foi suficiente para fazer parar Fernando Alexandre.

À saída da cerimónia, os jornalistas ainda questionaram o governante sobre os exames nacionais, mas o ministro limitou-se a dizer que têm "milhares de pessoas a trabalhar".

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"Está toda a gente a trabalhar, está toda a gente comprometida, não há nada mais importante que isto neste momento", frisou.

Durante a cerimónia, o ministro garantiu que o Governo não pretende impor a fusão de instituições de ensino superior e de investigação, defendendo que eventuais processos de integração devem resultar da iniciativa das próprias entidades.

"Nunca ouviram, nunca ouvirão este ministro a dizer que dois centros de investigação se deviam juntar. Já fizemos quatro integrações de quatro escolas politécnicas em universidades, já criámos duas novas universidades, e foram todas decisões que vieram das instituições", afirmou Fernando Alexandre.

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No seu discurso, que ultrapassou os 40 minutos, o ministro da Educação reconheceu a necessidade de reforçar a massa crítica e a competitividade do sistema científico nacional, mas afastou a ideia de uma reorganização forçada a partir do seu ministério.

"Aquilo que este Governo tem mostrado é total abertura para projetos que nascem nas instituições, que são positivos, benéficos para as instituições, para a região onde elas estão e para o país, de permitir a sua concretização. Precisamente sendo coerentes e consistentes com a tal visão da autonomia e da flexibilidade na definição da estratégia de cada instituição", sustentou.

O governante aludiu também à nova Lei da Ciência e Inovação, que pretende criar incentivos para uma maior consolidação do sistema científico nacional, que se encontra "muito fragmentado".

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Fernando Alexandre dedicou também uma parte do seu discurso à Inteligência Artificial (IA), que acredita que já está a transformar o ensino e obrigará as instituições a mudar a forma como ensinam e avaliam os alunos.

"Vamos precisar de muita inovação pedagógica, nós vamos precisar mesmo de mudar a forma como ensinamos, porque hoje os alunos aprendem de forma completamente diferente e precisam de aprender coisas diferentes", concluiu.

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