Moradores e Gebalis em guerra após morte de mulher
Lurdes Valente, de 83 anos, teve paragem cardiorrespiratória após subida ao sétimo andar.
A Comissão de Moradores de Marvila (CMM), em Lisboa, afirmou este sábado em comunicado que a morte de Lurdes Valente, de 83 anos, que teve uma paragem cardiorrespiratória após ter subido a pé até ao sétimo andar do lote 568 do Bairro do Condado, “teve como causa mais direta e imediata as condições de habitabilidade deste lote habitacional municipal, onde o não funcionamento e as avarias frequentes de elevadores são uma das marcas mais visíveis e evidentes”.
Já a Gebalis, empresa que gere a habitação municipal, também em comunicado, considera “intoleráveis, abusivas, sensacionalistas e desrespeitosas para com a família as tentativas de associar o sucedido à avaria dos elevadores”. No entanto, confirma que os mesmos avariaram na madrugada de quinta para sexta-feira, por má utilização. A avaria, afirma, só foi conhecida pela Gebalis após a morte, pelas 10h00, e o técnico fez o arranjo pelas 13h30. A Gebalis diz acompanhar a família da vítima.
O filho, João Valente, disse na sexta-feira ao CM que “há pessoas de idade que nunca saem de casa por causa dos elevadores” avariados.
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