"No final do ano ou do verão poderemos dar alguma autorização": autarca de Almada admite indemnizações
Em entrevista ao NOW, Inês de Medeiros apontou ainda o dedo à Câmara do Seixal, que anunciou cedência provisória de um furo.
A presidente da Câmara de Almada garante estar a analisar a possibilidade de dar compensações pelas faltas de água. “Temos de perceber as contas, quanto tempo as pessoas foram lesadas. No final do ano ou do verão poderemos dar alguma autorização. E é preciso que a entidade reguladora autorize”, afirmou em entrevista ao NOW, recusando demitir-se: “Acha que é a presidente da câmara que tem de andar a verificar o nível dos reservatórios? O SMAS tem uma administração e gestão própria”.
Isabel de Medeiros apontou o dedo à câmara do Seixal: “O nosso maior furo no Seixal desabou e a câmara recusou deslocar o furo.” Ainda a entrevista não terminara e a autarquia seixalense emitiu um comunicado a anunciar que “estava disponível para ceder, transitoriamente, um dos seus furos, sitos na freguesia de Corroios, para apoiar a população do concelho de Almada”, tendo informado Medeiros disso.
Sem acesso à água da EPAL de Castelo de Bode, a autarca admite que a solução passe por uma ligação a esse sistema para funcionar como redundância em caso de crise, e garante que a situação “vai normalizar”. Medeiros criticou o aproveitamento do PSD para “desviar a atenção dos exames” e espera que as faltas de água terminem em menos de 2/3 semanas. E garante que agora só há cortes programados, como sucederá esta terça-feira, nas zonas do Laranjeiro, Feijó, Vale Flores, Barrocas, Cova da Piedade, Chegadinho, Pragal até à praceta Ricardo Jorge, Monte da Caparica, Raposo, Torre, Murfacém, Pera, Alto do Índio, Vale Flores, Quinta do Secretário e Vale Mourelos.
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