Operação a dois tumores na cabeça adiada quatro vezes

Egas Moniz diz ser necessária uma avaliação mais aprofundada a risco de complicação resultante da anestesia.

04 de janeiro de 2026 às 01:30
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Humberto Lopes, de 57 anos, tem marcada para esta segunda-feira uma operação à cabeça para a remoção de dois tumores. A família está, contudo, revoltada com a forma como o doente tem sido tratado no Hospital Egas Moniz, em Lisboa. Adianta ainda ter dúvidas que a operação se concretize, depois de já ter sido adiada por quatro vezes.

"O meu pai começa a ter dúvidas de que vá mesmo ser operado", disse o filho Rafael Lopes. Dúvidas que foram reforçadas com a explicação avançada pela Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, que integra o Hospital Egas Moniz e que na qual é referido que há "um enfoque particular na necessidade de uma avaliação mais aprofundada do risco anestésico, atendendo às patologias de base do utente". 

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Rafael Lopes referiu que o "pai deu entrada no Egas Moniz a 10 de dezembro para ser operado no dia seguinte. Mas dia 11 a cirurgia foi adiada pela primeira vez devido à greve".

Acrescentou que "a 16 de dezembro foi adiada pela segunda vez porque os cirurgiões ficaram sem tempo devido a obras no hospital". 

"A 18 de dezembro a cirurgia é adiada pela terceira vez porque, em pleno bloco operatório, a anestesista verificou que o hospital não tinha realizado os exames pulmonares necessários", descreveu.

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A  30 de dezembro a cirurgia é adiada pela quarta vez, devido à falta de vaga na unidade de Cuidados Intensivos.

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