Plataforma para correção dos exames em manutenção devido a "fragilidade", explica Ministro da Educação
Durante a manhã, a plataforma online para correção de exames nacionais do ensino secundário esteve indisponível, com a indicação de que estaria em manutenção até às 15h00.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação confirmou esta segunda-feira que a plataforma online para correção de exames nacionais do ensino secundário esteve em manutenção durante a manhã, justificando que foi detetada uma "fragilidade" na segurança do sistema.
Segundo Fernando Alexandre, "foi detetada uma fragilidade" no sistema informático, entretanto corrigida, não se tratando, no entanto, de um ataque informático.
Durante a manhã, a plataforma online para correção de exames nacionais do ensino secundário esteve indisponível, com a indicação de que estaria em manutenção até às 15h00, mas, segundo revelou entretanto o movimento Missão Escola Pública, continuava indisponível às 15h30.
O motivo foi confirmado aos jornalistas, durante uma visita ao local onde estão a ser processados os exames nacionais do ensino secundário, em Mem Martins, concelho de Sintra, nas instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda, que assumiu as funções do extinto Editorial do Ministério da Educação e Ciência.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) abriu esta segunda-feira à comunicação social as portas do centro de operações, cuja localização manteve desconhecida até agora, por questões de segurança.
Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.
No entanto, os sistemas informáticos têm apresentado problemas desde o início e, em resposta a dúvidas quanto à validade e rigor do processo, decorrentes das centenas de relatos publicados por professores nos últimos dias, o MECI quis mostrar como tudo é feito.
"Todo este processo foi conduzido com entidades do Ministério da Educação, com professores, com forças de segurança, em instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda, garantindo todas as condições de segurança", sublinhou o ministro, no final da visita.
Em resposta aos jornalistas, Fernando Alexandre esclareceu que a única entidade externa envolvida foi a responsável pela plataforma de distribuição e classificação dos exames, a mesma utilizada desde 2018, e que será substituída no futuro, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.
Já a plataforma de processamento e tratamento das provas é da responsabilidade do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), que solicitou, recentemente, o apoio de uma consultora externa para responder aos problemas informáticos identificados após o início do processo.
"De resto, todo o processo até à digitalização é feito dentro do Ministério da Educação, na generalidade, feito por professores que são, obviamente, os profissionais desta área e que garantem a fiabilidade e o rigor que é necessário num processo tão decisivo para a vida dos alunos e das famílias", reforçou o ministro.
Organizadas em centenas de caixas num armazém, para onde foram transportadas desde as escolas pelas forças de segurança, as mais de 300 mil provas foram digitalizadas e carregadas na plataforma de processamento e tratamento, sendo depois distribuídas pelos professores classificadores.
Depois de digitalizados, os exames voltam a ser arquivados até à conclusão do processo para que, em caso de eventuais erros na digitalização, sejam rapidamente recuperados e novamente digitalizados.
Reconhecendo que a digitalização do processo de classificação dos exames nacionais é complexa e teve problemas, o ministro adiantou que "os grandes obstáculos estão todos resolvidos".
"Neste momento, pensamos ter reunidas as condições técnicas para cumprir o calendário. É isso que os serviços dizem, é essa a visibilidade que temos e, por isso, é isso que esperamos", disse o governante.
Devido aos problemas técnicos identificados logo nos primeiros dias do processo, o Governo anunciou, na semana passada, o adiamento da divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais.
Os professores terão agora até 14 de julho para classificar as provas (era até dia 10), e os resultados serão afixados a 17 de julho, em vez de 14 de julho.
A segunda fase dos exames finais nacionais do ensino secundário, que deveria começar a 16 de julho, arranca apenas na tarde de 20 de julho e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt