Porto de Mós ainda sofre com efeitos das tempestades. Cabos caídos nas terras estorvam agricultores
Não há comunicações nas casas e agricultores estão impedidos de avançar com as culturas da primavera.
Os efeitos das recentes tempestades ainda se fazem sentir no concelho de Porto de Mós. As comunicações ainda não foram repostas em muitos locais e os cabos caídos nos terrenos estão a impedir os agricultores de avançar com as culturas da primavera.
"Os cabos caíram com as tempestades, ficaram no chão a atravessar as terras e nunca mais os vão retirar", disse na quarta-feira ao CM Joaquim Avelino, presidente da Associação de Agricultores do Distrito de Leiria (AADL), explicando que os proprietários "querem avançar com os tratores para lavrar e fresar os terrenos e estão impedidos de o fazer". "Agora é altura de semear batatas, mas não há meio de tirarem isto daqui", lamenta.
Se os cabos abundam nos campos agrícolas, nas casas dos agricultores o telefone fixo ainda não funciona, não há internet nem serviço de televisão. "Mas a conta continua igual", diz Joaquim Avelino, explicando que as operadoras continuam a enviar as faturas aos clientes.
A reposição do serviço de comunicações, fixas ou móveis, de televisão e de internet continua bastante atrasada e nalguns locais pode demorar cinco a seis meses para que a fibra seja reposta, disse esta segunda-feira o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes, numa conferência organizada pela Câmara de Leiria. Os agricultores de Porto de Mós esperam não ser os últimos a ficar com o serviço reposto.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt