Portugal é o 3.º país da UE onde pequenas e médias empresas têm mais dificuldade em recrutar trabalhadores habilitados

Para tentar mitigar essa dificuldade, 15% das empresas portuguesas dizem ter tentado recrutar mão-de-obra fora da UE nos últimos dois anos.

01 de junho de 2026 às 12:55
Trabalho, reunião Foto: Getty Images
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Portugal é o terceiro país da União Europeia onde as pequenas e médias empresas (PME) mais dizem ter dificuldade em recrutar trabalhadores com as competências necessárias e entre os que mais recorre à contratação estrangeira, apesar de se manter minoritária.

De acordo com um Eurobarómetro hoje divulgado, 35% das PME inquiridas em Portugal dizem ter "muita dificuldade" em recrutar pessoas com as competências necessárias, a terceira taxa mais elevada em toda a União Europeia (UE), igual à do Luxemburgo, e apenas ultrapassada por Malta (38%) e Chipre (39%).

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Para tentar mitigar essa dificuldade, 15% das empresas portuguesas dizem ter tentado recrutar mão-de-obra fora da UE nos últimos dois anos, e outras 18% dentro da UE, ambas entre as taxas mais elevadas do bloco, apesar de a grande maioria (71%) afirmar que não tenta contratar trabalhadores fora do país.

Entre as empresas portuguesas que não contratam trabalhadores de fora da UE, 55% dizem não o fazer por não terem essa necessidade, 8% consideram que os procedimentos administrativos e de imigração são "demasiado complexos" e outros 8% dizem não ter a informação necessária para o conseguirem fazer.

Já entre as empresas que contratam fora da UE, 18% dizem procurar trabalhadores na área da construção, 12% engenheiros industriais ou mecânicos e 9% trabalhadores informáticos.

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Nesse grupo de empresas, 44% afirmam que as experiências de pessoas de fora da UE foram "relativamente fáceis", enquanto 28% as consideraram "muito difíceis" e 21% "difíceis".

A maioria (46%) diz não ter encontrado "nenhum obstáculo particular" à contratação de mão-de-obra de fora da UE, enquanto 23% indica que a principal dificuldade foi a de encontrar candidatos adequados e outros 18% afirmam não ter pessoal de recursos humanos suficiente para gerir esse tipo de processos.

No geral, cerca de uma em sete PME da UE tentou contratar trabalhadores fora da UE nos últimos dois anos (14%) e a grande maioria (85% a 90%) opta por gerir sozinha esses processos de recrutamento, apesar de estar "pouco sensibilizada" para o fazer.

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Cerca de 31% das empresas inquiridas na UE consideram que a contratação de trabalhadores fora da UE poderia ser melhorada com mais apoio financeiro, 25% pedem mais informação e orientação e outros 23% uma maior assistência na procura de candidatos.

Citada num comunicado divulgado em conjunto com este Eurobarómetro, a vice-presidente da Comissão Europeia, Roxana Mînzatu, com a pasta dos Direitos Sociais, Competências, Emprego de Qualidade e Preparação, afirma que as "PME são vitais para a economia da UE" e precisam de "encontrar pessoas com as competências adequadas".

"Ao capacitar as PME com os canais de informação e apoio adequados, podemos facilitar a contratação de trabalhadores estrangeiros qualificados para atenuar a escassez de mão-de-obra e de competências na UE", defende.

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Este Eurobarómetro baseou-se em inquéritos feitos por telefone, entre 01 e 17 de dezembro de 2025, a 12.900 pequenas e médias empresas da União Europeia, com até 249 empregados. Em Portugal, foram entrevistadas 500 empresas.

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