Praia da Calada em Mafra "sem condições" para banhos em 2026 devido aos estragos do mau tempo

"A arriba está instável, é preciso proteger pessoas e bens", afirmou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente.

11 de março de 2026 às 18:35
Praia da Calada em Mafra "sem condições" para banhos em 2026 devido aos estragos do mau tempo Foto: Ricardo Rocha/Sábado
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A Praia da Calada, em Mafra, no distrito de Lisboa, não tem condições para receber banhistas em 2026, devido à instabilidade da arriba, anunciou esta quarta-feira o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

"Este ano, não vai haver praia na Calada. A arriba está instável, é preciso proteger pessoas e bens. Este ano, não há condições de aqui fazer praia", declarou José Pimenta Machado.

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O presidente da APA falava no Porto na apresentação de um relatório do organismo que lidera quanto aos efeitos do mau tempo entre outubro de 2025 e os primeiros dias deste mês no litoral de Portugal continental, bem como o plano de obras para recuperação e minimização de danos.

Questionado pelos jornalistas, Pimenta Machado não pôde antecipar outras praias que possam ser designadas como interditas nesta época balnear, trabalhando para "assegurar" que o máximo possível destes locais possam abrir a banhos.

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Ali [Praia da Calada], reforçou, "não há condições de garantir quer o acesso à praia quer a estabilização daquela arriba", deixando o acesso "suspenso" pelo menos para este ano.

No relatório, pode ler-se que este local foi sinalizado pela instabilidade da arriba, mas também por danos em obras de proteção costeira, enquanto outras praias daquele concelho também foram marcados pela mesma instabilidade.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

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Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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