Primeiras urgências regionais abrem "dentro de pouco tempo", diz ministra da Saúde
Solução trabalhada com os profissionais de saúde.
A ministra da Saúde estimou hoje que as primeiras urgências regionais de obstetrícia e ginecologia vão entrar em funcionamento "dentro de pouco tempo", garantindo que essa foi uma solução trabalhada com os profissionais de saúde.
"As primeiras urgências externas de âmbito regional serão na área da obstetrícia e ginecologia e estarão a funcionar, dentro de pouco tempo, na Península de Setúbal, centralizadas no Hospital Garcia de Orta, e na Unidade Local de Saúde (ULS) de Vila Franca de Xira e na ULS Beatriz Ângelo", adiantou Ana Paula Martins, na Comissão de Saúde.
Aos deputados, a ministra assegurou que processo que está a ser "diretamente trabalhado com os profissionais no terreno", que foram chamados a participar nas soluções para dar resposta à procura dos serviços de urgência.
"Não estamos a impor modelos administrativos desligados da realidade clínica, mas sim respostas com quem conhece os serviços, as equipas e as necessidades das populações", salientou Ana Paula Martins.
Nas respostas ao Chega, Ana Paula Martins adiantou que também deverá ser criada uma urgência regional na região Oeste, depois de concretizadas e avaliadas as duas primeiras.
"É nesta lógica de rede e de urgência regional que nós vamos continuar a trabalhar em 2026, agora que já temos o regime" legal promulgado pelo Presidente da República, afirmou a governante.
Segundo disse, o Serviço Nacional de Saúde garantiu 14,1 milhões de consultas em 2025, um crescimento de 2,2% face ao ano anterior, e 784.580 cirurgias, o valor mais elevado de sempre.
Na audição regimental que decorre hoje de manhã, Ana Paula Martins revelou ainda que houve um aumento de 1,3% nas cirurgias programadas face a 2024.
Reconheceu também um aumento do número de doentes em lista de inscritos para cirurgia, explicando-o com o facto de, apesar de terem sido realizadas mais cerca de 10.600 cirurgias, as novas inscrições terem aumentado em aproximadamente 13.668.
"Este dado não traduz menor capacidade de resposta, pelo contrário, reflete uma maior procura do sistema: mais consultas realizadas, mais diagnósticos efetuados e maior referenciação para cirurgia", afirmou a governante, acrescentando que o valor traduz igualmente dois picos de gripe - um em janeiro de 2025, outro em dezembro de 2025 -, que comprometeram a atividade programada.
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