Quase um terço das detenções por suspeitas de abuso sexual de crianças têm origem em denúncias de escolas

Escolas reportaram 19 dos 64 casos que levaram a detenções por suspeitas de abuso sexual de crianças, entre setembro de 2025 e abril de 2026.

08 de maio de 2026 às 14:46
Abuso sexual de crianças Foto: Getty Images
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Pelo menos 19 detenções por fortes suspeitas de abuso sexual de crianças registadas desde setembro do ano passado partiram de denúncias feitas por escolas. Este número representa quase um terço do total de 64 homens detidos pelo crime, no mesmo período.

O jornal Público fez a contabilização baseando-se em comunicados da PJ publicados entre setembro de 2025 e abril de 2026, mas admite que o número real possa ser superior, já que podem ter escapado casos em que a escola não é referida expressamente como o local de onde partiu a denúncia ou em que a vítima falou pela primeira vez sobre o assunto.

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Há também denúncias da escola que partem para as comissões de proteção de crianças e jovens (CPCJ), que podem vir a confirmar-se ou não. Em 2021, há registo de 155 comunicações do género, 123 em 2022, 180 em 2023 e 166 em 2024, segundo dados disponibilizados da Comissão Nacional de Promoção de Direitos e Proteção de Crianças e Jovens, citados pelo Público.

Normalmente a criança acaba por falar com uma professora, uma auxiliar, a psicóloga da escola ou mesmo com colegas, já que, quando os abusos ocorrem em contexto familiar, as vítimas sentem que esse não é um lugar seguro para partilhar o que lhes está acontecer, explica a psicóloga do Agrupamento de Escolas de Briteiros, em Guimarães, Carla Silva. Por diversas vezes os alertas são dados após sessões de sensibilização durante as aulas, que ajudam as crianças a perceberem o que é considerado abuso sexual e que permitem também aos adultos estar mais atentos e perceberem como lidar com estes casos. 

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