Registadas no Algarve 31 ocorrências em 24 horas sem danos pessoais devido ao mau tempo

Pperações envolveram 119 operacionais, apoiados por 47 meios terrestres.

09 de fevereiro de 2026 às 13:34
Polícia Marítima e bombeiros no local de cratera aberta no Algarve Foto: Direitos Reservados
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A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou, em 24 horas, 31 ocorrências relacionadas com o mau tempo no Algarve, a maioria deslizamentos, derrocadas e quedas de estruturas, foi esta segunda-feira divulgado.

Segundo um comunicado do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC) do Algarve, as ocorrências foram registadas entre as 12h00 de domingo e as 12h00 desta segunda-feira, em vários dos 16 concelhos do distrito de Faro, "sem registo de vítimas".

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As operações envolveram 119 operacionais, apoiados por 47 meios terrestres, em trabalhos de limpeza e desobstrução de vias (oito), movimentos de massa (cinco), queda de estruturas (cinco), acumulação de águas pluviais (três), quedas de árvores (três) e um salvamento terrestre, especificou a Proteção Civil.

"As ocorrências registaram-se em vários municípios da região, e foram todas prontamente resolvidas no âmbito municipal, sem necessidade de reforço externo aos municípios e sem impactos significativos na segurança de pessoas e bens", lê-se na nota.

A entidade regional do Algarve da Proteção Civil recorda que em virtude da "situação meteorológica adversa" encontram-se ativados os mecanismos de coordenação institucional e operacional, decorrentes da declaração de situação de contingência que vigora até às 23h59 de domingo.

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Os municípios de Silves, Monchique, Vila Real de Santo António, Alcoutim e Castro Marim têm ativos os seus planos municipais de Emergência e Proteção civil, estando o concelho de São Brás de Alportel em situação de alerta.

A situação de contingência foi também declarada pelos municípios de Silves, Vila Real de Santo António, Alcoutim e Castro Marim.

Os planos preveem o pré-posicionamento de equipas de intervenção, o condicionamento de vias municipais suscetíveis de risco, o encerramento de estabelecimentos escolares e suspensão de transportes escolares.

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Face às condições meteorológicas adversas previstas para os próximos dias caracterizadas por precipitação, vento forte e agitação marítima, o dispositivo regional de Proteção Civil "mantém-se em estado de prontidão máxima, assegurando a monitorização contínua da situação e a pronta resposta a eventuais ocorrências", conclui o CREPC do Algarve.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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