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Proteção Civil confirma 175 ocorrências nas últimas 24 horas na Região Oeste

Queda de árvores e estruturas estão entre as ocorrências mais comuns.

08 de fevereiro de 2026 às 17:59

A região Oeste registou 175 ocorrências relacionadas com o mau tempo nas últimas 24 horas, disse hoje o comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil, Carlos Silva.

Das 175 ocorrências, 94 foram quedas de árvores, 41 quedas de estruturas, 39 movimentos de terras, 31 inundações e nove limpezas de via, afirmou Carlos Silva.

Sobral de Monte Agraço foi o concelho a registar o maior número de ocorrências (38), seguido de Torres Vedras (31), Alcobaça (25) e Caldas da Rainha (24).

Ainda segundo o responsável, depois de os caudais dos rios terem baixado, as "maiores preocupações prendem-se agora com a falta de água devido às ruturas, sobretudo nos concelhos de Sobral de Monte Agraço e de Arruda dos Vinhos, e os deslizamentos de terras, que continuam a causar danos".

Desde 28 de janeiro, a região registou 39 desalojados, dos quais seis já regressaram às suas casas.

As pessoas que se mantêm desalojadas são de Sobral de Monte Agraço (10), Lourinhã (sete), Alenquer (seis), Torres Vedras (três), Nazaré (três), Arruda dos Vinhos (dois) e Alcobaça (dois), por a habitação onde viviam ter ficado parcial ou totalmente danificada. A maioria encontra-se em casa de familiares e três casos em alojamento pago pelo município.

A região contabiliza ainda 224 deslocados, dos quais 53 também já regressaram.

Dos 171 que se mantêm deslocados, 65 são de Alenquer, 38 de Arruda dos Vinhos, 24 de Alcobaça, 15 de Torres Vedras, 10 de Óbidos, cinco de Peniche, quatro da Lourinhã, três do Cadaval, três de Sobral de Monte Agraço, três da Nazaré e um de Caldas da Rainha.

A região Oeste integra os concelhos de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral (distrito de Leiria), Lourinhã, Cadaval, Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço, Alenquer e Arruda dos Vinhos (distrito de Lisboa).

Catorze pessoas morreram em Portugal desde o dia 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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